terça-feira, 24 de novembro de 2009

Pescadores de Homens


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Disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens." (Mateus 4:19)


Existem pescadores de todos os tipos. Existem aqueles que pescam peixes. Outros preferem ir atrás de siris. Outros, ainda, atrás de lulas. Mas diferente de qualquer um destes pescadores, existem ainda outros, que não pescam animais marinhos, mas seres humanos! Jesus, quando foi chamar seus apóstolos para o trabalho, disse uma coisa que parece estranha a muita gente: “vos farei pescadores de homens”.

Como alguém pode pescar homens? Será que seres humanos ficam nadando enquanto outros pegam suas varas de pescar, tentando pescar alguém? Não, não é nada disso! Jesus disse isso simbolicamente. Só os cristãos podem pescar homens e isso não com varas de pescar, mas com o evangelho de Jesus Cristo.

Não com o objetivo de levá-los para casa, para servirem de alimento como os peixes, mas com o objetivo de leva-los para a eternidade com Cristo. Isto não é um pedido, mas uma ordem! Jesus não disse isso dando aos cristãos a livre escolha para dizerem “não”, mas disse isso esperando obrigatoriamente um “sim”! Não disse isso a um grupo de indivíduos em particular, mas a todos os Filhos de Deus que “nasceram de novo” sendo agora servos fiéis ao Altíssimo.

Por isso, não fique esperando que alguém pesque almas em seu lugar, mas vá você mesmo e seja um pescador de homens.

Pegue sua vara de pescar (A Bíblia) e vá para esse grande mar (O Mundo) em busca de pesca (Os Seres Humanos), a fim de leva-la junto com você para sua casa (A Jerusalém Celeste).

André Aluísio – Campinas/SP

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Mesmo que seja bem pouco

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E chamando ele os seus discípulos, disse-lhes: Em verdade vos digo que esta pobre viúva deu mais do que todos os que deitavam ofertas no cofre; porque todos deram daquilo que lhes sobrava; mas esta, da sua pobreza, deu tudo o que tinha, mesmo todo o seu sustento."
Mateus 12:43, 44.


Conta-se que uma senhora estava enchendo uma caixa que seria mandada para a Índia quando um filho trouxe uma pequena moeda para que fosse enviada também para a obra missionária.

Com a moeda a mãe comprou um folheto bíblico e colocou na caixa.

O folheto foi entregue a um chefe birmanês que, após ler o folheto, entregou sua vida a Cristo. Logo o chefe quis contar a história de seu novo Deus e da sua felicidade para todos os amigos. Eles também creram e abriram o coração para o Salvador.

Uma igreja foi construída no local e um missionário enviado para ensinar-lhes a Palavra de Deus. Cerca de 1.500 pessoas tiveram as vidas transformadas apenas porque uma criança ofereceu sua moeda para Deus.

Muitas vezes nos omitimos em ajudar na obra missionária porque achamos que o que temos é muito pouco e nada acrescentará no trabalho de Deus. Mas temos o exemplo daquela pobre senhora que foi vista pelo Senhor Jesus oferecendo algumas moedas. Seu exemplo é citado até hoje, dois mil anos depois, como gesto de fidelidade a Deus. Não é o valor de nossa oferta que conta para o Senhor, mas o desejo de compartilhar o que temos com os mais necessitados.

Tudo que entregamos a Deus, de coração, serve de bênção tanto para nós mesmos como para outras pessoas. O pouco que colocamos no altar do Senhor é multiplicado e grandes coisas acontecem. Um gesto de amor pode transformar uma vida, uma família, uma igreja. O que mais importa para nós é que o nosso testemunho confirme que somos filhos de Deus.

Mais do que entregar o nosso dinheiro, Deus deseja que produzamos frutos de vida eterna. Que sejamos gratos por tudo que dEle recebemos e que tenhamos prazer em compartilhar com o nosso próximo as bênçãos que do Céu têm sido derramadas sobre nossas vidas e casas.

Um pouco de nosso sorriso se transforma em muito nas mãos do Senhor. Um pouco de nosso tempo pode ser multiplicado se estiver sendo dirigido por Ele. Um pouco de nosso louvor pode alegrar uma cidade inteira.

Não se mostre indiferente ao seu próximo. Ofereça-lhe alguma coisa, mesmo que seja bem pouco.

Paulo Roberto Barbosa - Um cego na Internet!

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Toda a Europa será mulçumana em apenas 40 anos!

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video

Transcrição:

...O mundo está mudando

"A 1ª. Igreja Batista de São José dos Campos produziu um vídeo, com relatórios sobre mudanças demográficas no mundo que nos mostram que a cultura global, a herança de nossas crianças, será tremendamente diferente do que temos hoje.

Para que uma cultura seja mantida por mais de 25 anos é requerida uma taxa de fertilidade (A taxa de fertilidade é um termo que se usa em Economia para designar o número proporcional de nascimentos com vida, referidos a uma população de mulheres e um tempo determinado) de 2.11 crianças por família. Qualquer número menor que este índice, a cultura entrará em declínio. Historicamente, nenhuma cultura sobreviveu a uma taxa de 1.9. Uma taxa de 1.3 é impossível de reverter porque são necessários 80 a 100 anos para corrigir esse problema e não há modelo econômico que sustente uma cultura por todo esse tempo.

Em outras palavras, se dois casais tem um filho, só a metade de filhos do que havia de pais, e se esses filhos têm apenas um filho, haverá apenas ¼ de pessoas, de netos do que há de avós.

Se nascesse apenas um milhão de pessoas em 2006, seria muito difícil termos dois milhões de adultos na força de trabalho em 2026, enquanto a população encolhe, acontece a mesma coisa com a cultura.

Alguns índices de fertilidade são preocupantes: 1,8 na França, 1.6 na Inglaterra, 1.3 na Grécia, 1.3 na Alemanha, 1.2 na Itália e 1.1 na Espanha. Na União Europeia onde são 31 os número de países integrantes, o índice de fertilidade está abaixo de 1.38. Pesquisas históricas mostram que é impossível reverter esse número.

Em poucos anos a Europa como nós a conhecemos hoje, deixará de existir. Ainda assim, a população da Europa não está declinando em virtude da imigração (Considera-se como imigração o movimento de entrada, com ânimo permanente ou temporário e com a intenção de trabalho e/ou residência, de pessoas ou populações, de um país para outro), migração islâmica. De todo o crescimento da população desde 1990, 90% tem sido por causa da imigração islâmica.

Na França, a taxa de fertilidade é de 1.8 por família, enquanto nas famílias islâmicas é de 8.1. No sul da França, região conhecida tradicionalmente por seu grande número de igrejas, agora há mais mesquitas do que igrejas e 30% da população com menos de 20 anos são islâmicos. Em cidades maiores como Nice, Marselha e Paris esse numero sobre para 45%. Em 2027, 1 em cada 5 franceses, será muçulmano.

Nos últimos 30 anos, a população muçulmana na Inglaterra cresceu de 82 mil para 2,5 milhões, ou seja, multiplicou em 30 vezes. Há milhares de mesquitas e muitas eram igrejas no passado.

Na Holanda, 50% dos recém nascidos são muçulmanos e em 15 anos, 50% da população holandesa será de muçulmanos.

Na Rússia, há mais de 23 milhões de muçulmanos, quer dizer, um em cada cinco e 40% dos soldados da Rússia são muçulmanos.


Na Bélgica, 25% da população e 50% dos recém nascidos são muçulmanos. O governo já declarou que 1/3 de recém nascidos na Europa será nascido em família muçulmana em 2025, daqui a 17 anos.

O governo alemão, o primeiro a falar isso publicamente, declarou: “A queda da população alemã não pode mais ser detida. Sua aspiral descendente não é mais reversível. Esse será um estado muçulmano em 2050.”

O General líbio Muammar Al Kadafi, declarou que: “Há sinais de que Alá garantirá vitória ao Islã na Europa, sem espada, sem armas e sem conquistas. Não precisamos de terroristas ou bombas homicidas. Os mais de 50 milhões de muçulmanos na Europa os transformarão em um continente islâmico em poucas décadas.”

Hoje há 52 milhões de muçulmanos na Europa. É esperado que este numero duplique nos próximos 20 anos.


No nosso continente, os números contam histórias semelhantes. No Canadá, a taxa de fertilidade é de 1.6, bem abaixo dos 2.11 necessários para manter uma cultura, e o islã é a religião que mais cresce. Entre 2001 e 2006, a população do Canadá aumentou em 1.6 milhões e desses 1.2 milhões foram em virtude de imigração. Nos EUA a taxa de fertilidade é de 1.6 e com o influxo de latinos, subiu para 2.11, o mínimo necessário para manter uma cultura.

Em 1970 havia 100 mil muçulmanos nos EUA, hoje há 9 milhões.


O mundo está mudando é hora de acordar.

Há três anos houve um encontro de 24 organizações islâmicas em Chicago e os transcritos do evento mostram em detalhes os planos de evangelizar a América através do jornalismo, política, educação e mais: “precisamos nos preparar para a realidade de que, em 50 anos, haverá 50 milhões de muçulmanos vivendo na America.”

O mundo em que vivemos não será o mundo em que as nossas crianças viverão. A igreja católica acabou de declarar que o islamismo ultrapassou o seu numero de membros.

Estudos mostram que em vista dos índices de crescimento mostrados, que em 5 ou 7 anos, o islamismo será a religião dominante no mundo.

Como crentes, convocamos você a compartilhar a mensagem do Evangelho em um mundo em transformação.

Esta é a chamada em ação...”

Vídeo produzido pela Primeira Igreja Batista de São José dos Campos sobre a proliferação do Islamismo e a pregação do Evangelho de Jesus Cristo.

A queda do Muro de Berlim: Portas Abertas para o Leste Europeu

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Eu acabara de chegar de um dia de trabalho e da aula do Seminário onde estudava e vi, num misto de alegria e espanto, as imagens e reportagens sobre a queda do Muro de Berlim há exatos 20 anos.

Tinha 18 anos e havia passado a adolescência acompanhando a tensão entre EUA e URSS (ou ocidente capitalista e democrático x bloco comunista liderado pelos soviéticos) e lendo artigos como os da revista Seleções e livros como "Torturado por amor a Cristo" do Pr Richard Wurmbrand e "Torturado por sua fé" de Haralan Popov, nos quais era descrito o horror de viver nos países sob a "Cortina de Ferro" - especialmente se fôsse crente em Cristo Jesus - , sem liberdade religiosa nem garantias civis e por isso eu orava constantemente para que Deus abrisse portas e que o Muro de Berlim fôsse derrubado, coisa que parecia impossível naqueles dias de Guerra Fria (já um pouco morna, é verdade), mas o fato é que alí estava a resposta às orações de milhões de pessoas que, como eu, pediam ao Senhor por aquele milagre.

A Glasnost e Perestroika de Mikhail Gorbatchev culminaram com o desmantelamento do União Soviética e a abertura do regime, surgindo daí diversas democracias. É certo que um preço alto foi pago pela liberdade, especialmente em algumas pequenas Repúblicas e até hoje conflitos nacionalistas e étinicos/religiosos são percebidos nas brechas da imprensa que parece não dar muita importância àqueles rincões, todavia, eu tenho certeza de que DEUS abriu uma porta para que a Sua Igreja aproveite o pouco tempo que lhe resta e que "invada" o Leste Europeu com a Boa Nova que é o Evangelho de Cristo.

Tenho orado ainda hoje insistentemente ao Senhor pelo Leste Europeu, que eu vejo como um grande campo já branco para a ceifa, temendo que esta grandiosa colheita não se perca de tão madura. A falta de notícias e de relatórios das igrejas e missões lá instaladas aumentam esse temor. O avanço da ditadura islâmica em algumas regiões como Azerbaijão e Chechenia dentre outras e a volta do sentimento nacionalista extremista aliado ao ateísmo, nos diz que temos menos tempo ainda naquela região.

Ainda hoje há outros "muros" e "cortinas" que precisam cair no mundo como no caso das Coréias, só para não exemplificar, e pelo que precisamos orar sabendo que independente das circunstâncias, Deus sempre tem em lugar secreto e abrigado seus 7.000 que não se prostraram diante de Baal (I Re 19.18) e que mesmo com prisões de crentes, a Palavra de Cristo não está presa (II Tm 2.9).

Independente do que Deus permitiu e/ou reservou para a Rússia e para outras nações no futuro, precisamos orar e agir hoje em favor de milhões de almas que necessitam de Cristo antes que a "porta se feche".


Publicado em http://silvio-araujo.blogspot.com/

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

O batuque na madrugada - Poema

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A noite já virou madrugada
No silêncio desta hora mansa
Posso ouvir claramente a batucada
Cujo rítmo meus ouvidos alcança

É um batuque que parece não cessar
Noite e dia ele se faz sempre ouvir
Leva minha alma a meditar
Tirar de meus lábios o sorrir

Quantas vezes esquecemos a oração
Nem lembramos que estamos em guerra
Perdemos o rítmo da intercessão
Mas a batucada na noite não encerra

Quão poucas vezes falamos do Senhor
Tão esporádico é nosso testemunhar
Como é raro sofrermos de outro a dor
Mas o batuque pagão parece não terminar.

A nossa oferta é quando muito anual
É mais sacrifício que alegre fluir
Não ajudamos os outros na senda celestial
Mas a dança do inferno não quer diminuir

Enquanto Missões é um Culto Especial
Algo para apenas, às vezes lembrar
Muitos correm risco de perdição eternal
E o tambor do feiticeiro continua sem findar

Se o rítmo do maligno é tão pertinaz
Não sejamos nós menos perseverantes
Pode o inimigo ser audaz
Sejamos então muito mais constantes

E se o Batuque da Madrugada Africana
Teima em não suster seu som
Respondamos com triunfal Hozana
Levando de Cristo o Precioso Dom!

Autor: Dr. Joed Venturini, médico-missionário, conferencista, escritor. Atuou como missionário por 18 anos em Portugal e Guiné Bissau.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Países africanos lideram índice da Fome 2009


Os países africanos continuam à frente no Índice Global da Fome 2009 apresentado em 14/10/2009, em Berlim, pela alemã Welthungerhilfe e pelo Instituto Internacional de Pesquisa sobre Políticas Alimentares (IFPRI, em inglês), que destaca que as mulheres são as que mais sofrem com a desnutrição e a pobreza.

A
República Democrática do Congo, Burundi, Eritréia, Serra Leoa e Chade, nesta ordem, são os países com o índice de fome mais agudo, com mais de 30% da população formada por pessoas com graves problemas de desnutrição.

A presidente da Welthungerhilfe, Bärbel Dieckmann, ressaltou que 1 bilhão de pessoas passam fome no mundo, na maioria mulheres e crianças.

Segundo Dieckmann, 70% dos 1,4 bilhão de pobres no mundo são mulheres, e destacou que, nos lugares em que as mulheres são mais desfavorecidas, a fome é maior. Nos locais onde levam a economia familiar e têm influência e reconhecimento na comunidade, as mulheres e seus filhos têm uma melhor alimentação, explicou a especialista alemã, que apelou aos países industrializados para levar em conta esta circunstância. "Reforçar o papel das mulheres é fundamental na luta contra a fome e a pobreza", afirmou Dieckmann, para quem "a política de ajuda ao desenvolvimento não pode ser a continuação de uma política de interesses de Estado com outros meios".

O relatório apresentado pelas duas organizações humanitárias ressalta que, em 29 países do mundo, todos eles africanos ou asiáticos, com exceção do
Haiti, a situação de fome é muito grave e preocupante, mas, na Ásia, foram registrados desde 1990 consideráveis progressos na luta contra a desnutrição.

O índice considera que a fome é um problema sério na Nicarágua e moderado na República Dominicana, Panamá, Equador, Peru, El Salvador, Venezuela, Colômbia e Paraguai. O índice preparado pelas duas organizações humanitárias da Alemanha e dos Estados Unidos foi elaborado com dados atuais da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO).

Fonte: Agência EFE de notícias, via UOL.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Avanço de evangélicos na África preocupa o Vaticano

De "El Mundo"
Reportagem Catherine Jouault/AFP

La expansión en Africa de las nuevas iglesias, pentecostales o evangélicas, inquieta a los responsables de la Iglesia Católica, muchos de los cuales señalaron ese desafío durante el sínodo sobre ese continente, reunido hasta el 25 de octubre en El Vaticano.

Leia matéria completa aqui.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Moçambique - Um clamor missionário em português

"Pois tu não és enviado a um povo de estranha fala, nem de língua difícil...;" Ezequiel 3.5


Moçambique é um belo país situado na costa oriental da África Austral, limitado a norte pela Tanzânia, a noroeste pela Zâmbia e Malawi, a oeste pela Suazilândia e pelo Zimbabwe, a sul e oeste pela África do Sul e a leste pelo Canal de Moçambique.

A metade norte (a norte do rio Zambeze) é um grande planalto, com uma pequena planície costeira bordejada de recifes de coral e, no interior, limita com maciços montanhosos pertencentes ao sistema do Grande Vale do Rift. A metade sul é caracterizada por uma larga planície costeira de aluvião, coberta por savanas e cortada pelos vales de vários rios, entre os quais o mais importante é o rio Limpopo.

Moçambique está dividido em 11 províncias: Niassa, Cabo Delgado, Nampula, Zambézia, Tete, Manica, Sofala, Gaza, Inhambane e Maputo, mais a cidade de Maputo que tem estatuto de província e governador provincial.

As províncias estão divididas em 128 distritos, os distritos subdividem-se em postos administrativos e estes em localidades, o nível mais baixo da administração local do Estado.

Demografia - Moçambique tem uma população estimada em 19,286 milhões (dados de 1999, UNUPOP). É um país multirracial de esmagadora maioria negra, mas as tensões sociais não se verificam entre os diferentes grupos étnicos, mas entre o norte (pobre) e o sul (mais desenvolvido). Quanto à composição étnica 46,1% são macuas, 53% tsongos, malavis e chonas, e 0,9% outros (dados de 1996).

Cerca de 30% da população concentra-se nas cidades, e a restante nos campos. As principais cidades são Maputo (931 600 habitantes), Beira (298 800) e Nampula (250 500) (dados de 1991). Apesar da guerra, as catástrofes e epidemias, a taxa de crescimento populacional contínua elevada.

Antes da independência (1975), a população total de Moçambique passou de 6 603 651, em 1960, para 8 168 933, em 1970.


Em 1960, a população branca era de 97 268 pessoas. Em 1975 viviam em Moçambique cerca de 200 000 os portugueses, na sua maioria ligados funcionalismo público, empresas portuguesas e internacionais, mas também à agricultura e pequeno comércio. A comunidade indiana, em 1975, ligada ao comércio calcula-se que fossem entre 20 000 e 30 000 habitantes.

À época da independência existia uma pequena comunidade chinesa de cerca de 4 000 pessoas, concentrada em Maputo e na Beira, dedicando-se sobretudo ao pequeno comércio. Os negros constituíam cerca de 98% da população. Os mestiços seriam cerca de 0,5% do total.


Clima - O clima do país é húmido e tropical com estações secas de Junho à Setembro. As temperaturas médias em Maputo variam entre os 13-24°C em Julho a 22-31°C em Fevereiro. O clima é tropical, influenciado pelo regime de monções do Índico e pela corrente quente do canal de Moçambique.
Podem ser distinguidas três zonas em todo o território:

Norte e Centro: tropical húmido, tipo monçónico, com uma estação seca de quatro a seis meses.

Sul: Tropical seco, com uma estação seca de seis a nove meses.

Montanhas: Clima tropical de altitude

A estação das chuvas ocorre entre Outubro e Abril. A precipitação média nas montanhas ultrapassa os 2000 mm. A humidade relativa é elevada situando-se entre 70 a 80%, embora os valores diários cheguem a oscilar entre 10 e 90%. As temperaturas médias variam entre 20 °C no Sul e 26 °C no Norte, sendo os valores mais elevados durante a época das chuvas.

Colonização Portuguesa: Quando Vasco da Gama chegou pela primeira vez a Moçambique, em 1497, já existiam entrepostos comerciais árabes e uma grande parte da população tinha aderido ao Islão. Os mercadores portugueses, apoiados por exércitos privados, foram-se infiltrando no império dos Mwenemutapas, umas vezes firmando acordos, noutras forçando-os. Em 1530 foi fundada a povoação portuguesa de Sena, em 1537, de Tete, no rio Zambeze, e em 1544 de Quelimane, na costa do Oceano Índico, assenhorando-se da rota entre as minas e o oceano. Em 1607 obtiveram do rei a concessão de todas as minas de ouro do seu território.

Por volta de 1600, Portugal começou a enviar para Moçambique colonos, muitos de origem indiana, que queriam fixar-se naquele território. Esses colonos, muitas vezes casavam com as filhas de chefes locais e estabeleciam linhagens que, entre o comércio e a agricultura, podiam tornar-se poderosas.

Em 1627, o Mwenemutapa Capranzina, hostil aos portugueses, foi deposto e substituído pelo seu tio Mavura; os portugueses batizaram-no e este declarou-se vassalo de Portugal.

Em 1878, Portugal decide fazer a concessão de grandes parcelas do território de Moçambique a companhias privadas que passaram a explorar a colónia, as companhias majestáticas, assim chamadas, porque tinham direitos quase soberanos sobre essas parcelas de território e seus habitantes. As principais foram a Companhia do Niassa e a Companhia de Moçambique.

Com a "eleição" de Óscar Carmona, em 1928, que chamou Salazar para seu ministro das finanças, a administração das colónias como fonte de matérias primas para a indústria da "metrópole" tornou-se mais eficiente. Em 1930 foi publicado o Acto Colonial, legislação que organizava o papel do estado nas colonias portuguesas:

* a nomeação de administradores para as circunscrições "indígenas", que passaram a organizar os seus pequenos exércitos de sipaios;

* os recenseamentos que determinavam a cobrança de impostos e a "venda" de mão-de-obra para as minas sul-africanas;

* a criação de "Tribunais Privativos dos Indígenas";

* a definição da Igreja Católica como principal força "civilizadora" dos indígenas, passando a ser a principal forma de educação.

Depois, com a nova constituição portuguesa em 1933, Salazar e os seus braços nas colonias transportaram para África (e Índia) a repressão mais brutal sobre os indígenas, ao mesmo tempo que incentivavam os seus cidadãos mais pobres a emigrarem para essas terras.

Na década de 1950, o governo colonial lançou os Planos de Fomento para as colonias, incluindo o financiamento à construção de infraestruturas (principalmente as que estavam relacionadas com o comércio regional, como os portos e caminhos de ferro) e à fixação de colonos. O I Plano de Fomento, relativo aos anos 1953-1958, previa um investimento em Moçambique de 1.848.500 contos, com 63% destinados às infraestruturas e 34% ao "aproveitamento de recursos e povoamento".

Em 1950 chegam a Moçambique 50.000 colonos, e há notícia de que em 1960 chegaram mais 90.000. Estes podem ser considerados fatores que favoreceram a difusão da língua portuguesa neste país. Ao abrigo deste investimento, em 1960 já tinham sido instaladas no colonato do Limpopo 1.400 famílias. Apenas na década de 1960 se deu início a alguma industrialização.

Moçambique tornou-se independente de Portugal em 25 de Junho de 1975. O primeiro governo, dirigido por Samora Machel, foi formado pela FRELIMO, a organização política que tinha negociado a independência com Portugal.



Línguas - De acordo com o artigo 10 da nova Constituição de 2004, "Na República de Moçambique, a língua portuguesa é a língua oficial". No entanto, consoante o Recenseamento Geral da População e Habitação, realizado em 1997, ela é língua materna de apenas 6% da população, número que, na cidade de Maputo, chega aos 25%, apesar de cerca de 40% dos moçambicanos terem declarado que a sabiam falar (em Maputo, 87%).

O artigo 9 da Constituição diz ainda: "O Estado valoriza as línguas nacionais como património cultural e educacional e promove o seu desenvolvimento e utilização crescente como línguas veiculares da nossa identidade". Em Moçambique foram identificadas diversas línguas nacionais, todas da grande família de línguas bantu, sendo as principais (de sul para norte): XiTsonga, XiChope, BiTonga, XiSena, XiShona, ciNyungwe, eChuwabo, eMacua, eKoti, eLomwe, ciNyanja, ciYao, XiMaconde e kiMwani.

Mercê da considerável comunidade asiática radicada em Moçambique, são também falados o urdu e o gujarati.

Economia - Cerca de 45% do território moçambicano tem potencial para agricultura, porém 80% dela é de subsistência. Há extração de madeira das florestas nativas. A reconstrução da economia (após o fim da guerra civil em 1992, e das enchentes de 2000) é dificultada pela existência de minas terrestres não desativadas. O Produto interno bruto de Moçambique foi de US$ 3,6 bilhões em 2001. O país é membro da União Africana.

Principais produtos agrícolas: Algodão, Cana-de-açúcar, Castanha-de-caju, Copra (polpa do coco), Mandioca, Pecuária, Bovinos (1,9 milhões), Suínos (193 mil),
Ovinos (122 mil).

Pesca - A cifra oficial de capturas era de 30,2 mil toneladas em 1996. O camarão é um dos principais produtos de exportação.

Minérios - Os principais recursos minerais incluem carvão, sal, grafite, bauxita, ouro, pedras preciosas e semipreciosas. Possui também reservas de gás natural e mármore.

Indústria - É pouco desenvolvida, mas autossuficiente em tabaco e bebidas (cerveja). No ano 2000, foi inaugurada uma fundição de alumínio que aumentou o PIB em 500%. Para atrair investimentos estrangeiros, o governo criou os "corredores de desenvolvimento" de Maputo, Beira e Nacala, com acesso rodoviário, suprimento de energia elétrica, e com ligação por ferrovia até aos países vizinhos.

Turismo - O país tem um grande potencial turístico, destacando-se as praias e zonas propícias ao mergulho nos seus mais de dois mil km de litoral, e os parques e reservas da natureza no interior do país.


Religião: (dados 1980).

Religiões tribais 47,8%,

Cristianismo 38,9% (católicos 31,4%, outros cristãos 7,5%),

Islamismo 13%,

Outras 0,3%

ASPECTOS SOCIAIS: As famílias moçambicanas estão destruídas! O “casamento” parece durar em média quatro anos. A poligamia não só faz parte da cultura do povo, como é permitida pelo governo. O homem quando desposa a sua mulher, paga um dote (“lobolo”) à família dela e, por isso, quando ele não quer mais a mulher, então a devolve, mesmo tendo filhos com ela. Ainda, os homens têm o direito de espancar as suas mulheres e muitas gostam de apanhar, pois assim se sentem amadas. As mulheres se “casam” com cerca de 12 anos de idade e ficando descasadas se entregam à prostituição. Os filhos sem pai, ou sem mãe, não só por causa dos divórcios, pois muitos morrem também por doenças terríveis, crescem sem base familiar e acabam transferindo tais coisas para as gerações seguintes. Isso ocorre em todas as classes sociais. Sem estrutura familiar não há sociedade!

Doenças terríveis matam milhares. Em épocas de enchentes, principalmente, o cólera mata milhares através da água e dos alimentos. A febre tifóide idem. Também a leptospirose. Entretanto, as maiores desgraças são a AIDS, a malária e a anemia (fome). A prostituição e a poligamia são agentes da AIDS, e também as lâminas não esterilizadas usadas pelos curandeiros (feitiçaria) para cortar as pessoas em suas práticas, espalham o HIV por todo o país. A malária está em todo o país e faz milhares de vítimas todo ano: esgoto a céu aberto, muita água parada, ajudam na proliferação do mosquito. E parece que não há campanhas de prevenção feitas pelo Governo. Uma enfermeira e missionária, brasileira, (enviada pela AD Campo Limpo, SP) explicou que a malária atinge principalmente o fígado, e quem sofre de anemia por causa da fome e da miséria não resiste e morre na terceira malária. Então, a fome e a malária matam muitos moçambicanos. Os hospitais são péssimos e na maioria dos casos não há internação, até os doentes mais graves recebem o “remédio” e são dispensados.

A dificuldade na alimentação: as frutas, legumes e hortaliças devem ser lavadas com água sanitária; a água deve ser fervida e filtrada (quem pode só bebe água mineral que é importada da África do Sul). Corre-se o risco de comprar frutas oriundas de cemitérios. A maioria da população de Beira se alimenta de uma massa de milho com peixe seco (salgado) e bebe água de poço.

ASPECTOS POLÍTICOS: O Governo nada faz pelo povo. Não dão remédios para a malária, não dão para o HIV; até os remédios que chegam por ajuda internacional são vendidos à população. O aluno de escola pública paga para poder fazer prova (avaliação).

O jovem aos dezoito é obrigado a se alistar no exército, onde é enviado para cidades distantes, por dois anos. Se ele não se apresentar ao serviço militar perde todos sos seus direitos de cidadania, inclusive emprego. Pode-se também fazer um acordo, que o jovem pague 350.000,00 mt até atingir a idade de 35 anos – é uma exploração cruel. Quando morre alguém, o governo remove o defunto para uma “geladeira” do próprio governo, onde fica cerca de quatro dias, para o atestado de óbito ser entregue à família – muita burocracia. Há liberdade religiosa, porém o governo endossa e estimula a idolatria e o curandeirismo (feitiçaria ou consulta aos ancestrais), chamando os curandeiros de “médicos tradicionais”. Aconselham a população que consultem os curandeiros, e isso ocorre em todos as classes sociais. Existe até uma "Associação dos Médicos Tradicionais de Moçambique - AMETRAMO".

A extração de órgãos humanos em Moçambique está associado a "práticas tradicionais prejudiciais", em particular a feitiçaria, e não a transplantes, indica a Liga dos Direitos Humanos (LDH) de Moçambique.

ASPECTOS ECONÔMICOS: A economia do país é de agricultura de subsistência, basicamente milho e feijão. Alguns grupos muçulmanos exportam fibras do sisal e algodão. Há quem sobrevive da extração de ouro. O comércio é quase todo dominado pelos muçulmanos oriundos do sul da Índia. Existem alguns comerciantes da China, também. Há quem diga que os chineses são presos condenados que são enviados das penitenciárias lotadas da China para viverem em Moçambique. No país não existem fábricas, não há indústria. Tudo é importado ou vem de ajuda internacional. Por não terem acesso aos estudos há muito tempo, não há tecnologia e por isso não têm nenhum desenvolvimento.

ASPECTOS RELIGIOSOS: A feitiçaria tradiconal é tão forte que alguns acontecimentos históricos e políticos são tratados como consequencia direta do poder dos feiticeiros. Veja o relato a seguir:

"Portugal foi uma das últimas nações européias a sair da África. O governo português abandonou a colônia de Moçambique enquanto o feiticeiro Nguema estava no ápice de sua carreira. O governo Marxista da Frelimo (Frente de Liberação do Moçambique) tomou o poder e foi desafiado por um exército insurgente, chamado Renamo, patrocinado pela Rodésia. Em 1975, um conflito sangrento começou a se arrastar pelos anos noventa e custou quase um milhão de vidas africanas! Tanto as unidades militares Renamo quanto Frelimo possuíam muitos partidários da magia dentro de seus escalões. Guerreiros Renamo usaram curandeiros para preparar seus corpos com ervas antes de batalhas. Estas ervas deviam agir como um tipo de colete mágico à prova de balas para soldados. Quando a magia falhava, os guerreiros Renamo arrastavam os corpos de seus companheiros mortos para enterrá-los secretamente. Foi desta maneira que sua reputação de magia seria mantida para intimidar soldados da Frelimo. Às vezes, guerreiros Renamo eram levados à luta por um curandeiro abanando um rabo de cabra para transformar balas em água! Isto não é tão incrível quanto a crença dos insurgentes antigovernamentais de que certos ritos mágicos os faziam invisíveis para o inimigo. Um general Renamo, de acordo com documentos capturados, empregou até mesmo um ajudante para registrar milagres do campo de batalha. Este militar acreditava que espíritos ajudantes enganavam os soldados inimigos a atirar uns nos outros (Fonte)."
A herança deixada pelos portugueses é a idolatria, ou seja, o Catolicismo nominal; que mesclado às práticas de feitiçaria (curandeirismo) formam a chamada Tradição. Muitos pais de jovens crentes evangélicos tentam desestimulá-los com castigos como dormir ao relento na volta dos cultos, porque a Igreja combate os costumes da Tradição. Isto é, as poucas Igrejas sérias que ensinam toda a verdade. A maioria das igrejas “evangélicas” moçambicanas (e até missões brasileiras) permite que seus membros sejam polígamos e que consultem os curandeiros para aumentarem o número de seus fiéis. São as igrejas da “porta larga”.
A IURD também está fazendo um grande mal a Moçambique com as suas práticas confusas. Afora os mórmos e as testemunhas de Jeová. Também muitos ministérios estão abandonando os seus missionários no campo sem sustento (irresponsabilidade missionária)!

No interior do país, no mato, animais como as serpentes são usadas para matar outros pelo feitiço: o espírito mal possui o animal e vai picar a pessoa para quem o mal foi encomendado.

Os indianos muçulmanos dominam a cidade de Beira, praticamente todo o comércio, tendo como seus empregados a qualquer preço os negros moçambicanos. O islamismo é imposto a esses empregados, várias mesquitas estão sendo construídas e a cultura africana começa a dar lugar à cultura islâmica.

Mansões e carrões são vistos na degradada cidade de Beira, contrastando com a sua miséria. Os muçulmanos tentaram eleger um presidente muçulmano nas últimas eleições. Se conseguirem tal coisa, torna-se perigoso o país se transformar em um país fechado ao Evangelho, fechando Igrejas e extraditando os missionários!

OREMOS POR MOÇAMBIQUE!


Para saber mais:

PortalBrasil
Wikipedia
Comitê de Turismo Oficial
Pr Alessandro Cassiano
Governo de Moçambique
Moçambique On Line
Rádio Moçambique
Africanidade

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Marabus - Agentes de Satanás na Gâmbia e na África Mulçumana

A Gâmbia precisa de suas orações!


Marabus são chefes religiosos com forte influencia na vida dos Gambianos. São "líderes espirituais", espécie de babalorixá ou "pai de santo", como se diz no Brasil. Têm forte poder e influência também no Senegal, Guiné-Bissau e por toda a África muçulmanizada. Vivem cercados de mistério, em feudos interioranos. Pregam o Corão. Não devem, entanto, ser confundidos com os Imans ( Líderes das Mesquitas ). A função dos Marabus é outorgada pelos fundadores das diferentes facções do islamismo.

Marabu é um termo francês, nome de uma ave conhecida por ser preguiçosa e indolente. Independente de ter cursado uma escola coranica ou não, todos os Marabus tem conhecimento do Alcorão e, além de serem ensinados por um Iman, pregam suas próprias idéias e ensinamentos.

A influência dos Marabus na vida de um nacional vai desde a sua concepção até o seu último dia na terra. Por exemplo: se uma mulher está grávida e um Marabu lhe diz que o filho que ela está esperando é do diabo, quando a criança nascer a mãe fará de tudo para que ela morra logo.

Se um jovem de boa família pretende estudar fora do país, antes deve procurar o Marabu para que ele seja abençoado. Quando tal jovem regressa ao país para exercer uma profissão, é obrigado a pagar mensalmente, certa quantia ao Marabu que, segundo crê, é o responsável por seu êxito.

As pessoas trazem no corpo vários amuletos vendidos pelos Marabus, para que obtenham êxito na vida. Evitam tirá-los com medo de vir sobre eles alguma maldição. Então, vivem debaixo de superstições e total devoção a esses homens.

Os Marabus detém toda a riqueza do país. Além de explorarem as pessoas, são também donos das criações de gado e de ovelhas de raça, entre outras coisas. Políticos sagazes, como o presidente senegalês Abdoulaye Wade, fazem barulhentas procissões reverenciais a esses "sacerdotes".

Talibés são crianças, meninos de 3 a 13 anos obrigados a esmolar para benefício exclusivo do marabu a que deve obediência. Esmolam por capitais e vilarejos, mulambentos, descalços, sol a sol.

Se ao final do dia um talibé volta à morada sem nada nas mãos, o marabu pode puní-lo a seu modo. Em maio deste ano (2009), no Senegal uma criança foi espancada com tal brutalidade que entrou em coma. Com hematomas, foi socorrida. ONGs internacionais protestaram, as autoridades senegalesas simularam ação. O marabu desapareceu por uns tempos.

Orem pela queda deste império maligno!!!

Fontes:
O Clamor da África
Jornal Irohin

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Uma reflexão sobre Missões

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"O povo que andava em trevas viu uma grande luz..."
"Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas..."
(Isaias 9:2, Jo 8:12)


A extensão da tarefa de evangelizar o mundo é ainda muito grande e precisamos, sem medo, saquear vidas da mãos do diabo. Há uma verdadeira guerra invisível entre o exército do Senhor e as forças das trevas no mundo. A mídia sempre denuncia violência, guerrilhas e tráficos de drogas explodindo em diversos países. É uma grande batalha! O inimigo, sabendo que seu tempo é limitado, procura dominar as nações. Por isto, procuramos de diversas maneiras levar a Mensagem de Jesus Cristo a todo mundo.

Além de ir pessoalmente ao encontro do pecador ou contribuir financeiramente para a Obra Missionária, temos um papel muito importante, que é o da Intercessão. Um certo pregador disse: "ninguém consegue fazer tanto em tão pouco tempo quanto aquele que se dedica à oração nos momentos em que está orando... Se se levantasse uma única pessoa capaz de crer incondicionalmente, a história do mundo poderia ser mudada."

Tudo pode ser mudado pelo poder da Oração! A Bíblia revela-nos exemplos e experiências de homens e mulheres que mudaram o curso dos acontecimentos, em diversas circunstâncias, pela eficácia da Oração. Pela Oração, Neemias pôde dispor a seu favor, bem assim a favor de seus planos, o ânimo do rei Artaxerxes; pela oração, Esdras conseguiu reedificar os muros de Jerusalém; pela oração, Paulo e Silas abalaram os fundamentos do cárcere de Filipos, fazendo triunfar o Evangelho na Europa e no mundo. Com estas provas de poder, cheios de fervor e fé, vamos invadir, secretamente em oração, vamos assumir nosso Ministério de Intercessão, nossa responsabilidade de participar diretamente na tarefa Missionária Mundial.

AD-Taubaté/SP

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Prêmio Mouse de Ouro

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Recebí do Ame Missões, blog do irmão Natalino, o Prêmio Mouse de Ouro

O Mouse de Ouro representa...

O reconhecimento aos blogueiros que transmitem amizade, gentilezas, respeito, carinho.

Prêmio criado com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros na Blogosfera.

Quem recebe o Prêmio Mouse de Ouro e o aceita deve seguir apenas 3 regrinhas:

1- Exibir o selo;
2- Linkar o blog pelo qual recebeu o prêmio;
3- Escolher outros blogs (quantos quiser), que queira entregar o prêmio

Agradeço ao irmão Natalino a gentileza e em breve indicarei amados colaborades para dividir a alegria e sêlo!

Macau - A China que fala português

"Pois tu não és enviado a um povo de estranha fala, nem de língua difícil...;" Ezequiel 3.5


Macau - O nome oficial de Macau é "Região Administrativa Especial de Macau da República Popular da China" (RAEM) desde os primeiros momentos da madrugada do dia 20 de Dezembro de 1999. Antes desta data, Macau foi colonizada e administrada por Portugal durante mais de 400 anos e é considerada o primeiro entreposto bem como a última colónia europeia na China. Após o estabelecimento da RAEM, Macau atua sob os princípios do Governo Popular Central Chinês da RPC de "um país, dois sistemas", de "Administração de Macau pela Gente de Macau" e de "Alto Grau de Autonomia", gozando por isso de um estatuto especial, semelhante ao de Hong-Kong, e possuindo consequentemente um elevado grau de autonomia, limitando-se apenas no que se refere às suas relações exteriores e à defesa. Foi também garantido pela RPC a preservação do seu sistema económico-financeiro e das suas especificidades durante pelo menos 50 anos, isto é, pelo menos até 2049.

Macau localiza-se a 22° 10' Norte (latitude) e 113° 33' Leste (longitude), mas as coordenadas 113º 55' Leste e 21º 11' Norte (a localização exata do Farol da Guia) também são aceites como sendo as coordenadas geográficas oficiais da localização da RAEM.

Esta região administrativa especial está situada na costa meridional da República Popular da China, a oeste da foz do Rio das Pérolas, na ligação entre o Interior da China e o Mar do Sul da China, a sul do Trópico de Câncer, a 145 quilómetros de Cantão (que se situa aproximadamente a norte de Macau) e a 60 quilómetros de Hong Kong, que se encontra no outro vértice da foz do Rio das Pérolas (isto é, situa-se aproximadamente a este de Macau). Macau faz fronteira com a Zona Económica Especial de Zhuhai a norte e a oeste, logo é adjacente à província de Guangdong. Outras principais cidades próximas de Macau incluem a Zona Económica Especial de Shenzhen.

A Região Administrativa Especial de Macau é constituída pela Península de Macau, pelas ilhas da Taipa e de Coloane e pelo istmo de Cotai. A área total é de 28,6 km², sendo a península de 9,3 km². É na Península de Macau que se concentra a principal actividade, sendo lá que se encontram os principais organismos político-administrativos, a maior parte da indústria, os principais serviços e equipamento cultural.

Possui um relevo não muito acidentado, mas também possui elevações: Alto de Coloane (170,6 m), a Colina da Guia, Colina de Mong Há, Colina da Penha e Colina da Ilha Verde.

A área total de Macau continua a aumentar visto que o Governo da RAEM está continuamente a fazer mais aterros, "reclamando" terrenos à foz do Rio das Pérolas, para "ganhar" mais espaços de construção.

Clima - Climaticamente, Macau está na área das monções e o seu clima é considerado subtropical húmido, sendo considerado temperado e chuvoso no Verão, a estação de ano mais longa de Macau. Nesta estação de ano, isto é, entre Maio e Outubro, são frequentes as chuvas intensas, as trovoadas e os tufões (as tempestades tropicais), bem como os elevados valores da precipitação e da temperatura. Quando está hasteado o sinal nº 8 do Código local de Tempestades Tropicais, são interrompidas as ligações marítimas e aéreas com o exterior. A última vez que tal ocorreu foi a 19 de Abril de 2008, na passagem do tufão Neoguri (cão-guaxinim em coreano), um ciclone tropical, e sua aproximação de Macau.

A época mais agradável do ano é o Outono, que começa em Outubro, altura em que o Interior da China começa a arrefecer. Nesta época, o clima é quase sempre ameno e o céu limpo. Mas, infelizmente, esta estação é muito curta e acaba no mês de Dezembro, altura em que, nalgumas vezes, as massas de ar frio vindas do Interior da China (norte de Macau) atingem Macau, arrefecendo a sua temperatura.

Em Janeiro e Fevereiro (meses do Inverno), Macau é atingida por mais vagas de ventos frios e secos do Norte da Sibéria vindos do Centro e do Sul da China, arrefecendo ainda mais a sua temperatura, podendo esta descer abaixo dos 10°C. É geralmente nesta época invernal que se registam os valores mais baixos do ano para a temperatura, a humidade relativa e a precipitação.
Nos meses de Março e Abril (período da Primavera), o vento sopra de Leste para Sudoeste, fazendo assim aumentar a temperatura e a humidade. Nesta época do ano, são relativamente frequentes os dias húmidos com chuviscos e com pouca visibilidade.

As variações atmosféricas de Macau, que são relativamente grandes entre o Verão e o Inverno, são principalmente causadas pelas monções. Em 2006, os valores absolutos da temperatura máxima (no Verão) e mínima (no Inverno) do ar foram de 36,0 °C e de 6,5 °C, respectivamente, sendo a temperatura média anual aproximadamente de 22 °C . A média da humidade relativa foi de 79,0% e o vento soprou predominantemente do Norte.

Demografia - Em 2007, a população de Macau contava com cerca de 538 mil habitantes e é a cidade com maior densidade populacional (18.811 habitantes por km²) do mundo.

Em 2006, cerca de 93,9% da população era de nacionalidade chinesa, sendo a maioria dos restantes (6,1%) de nacionalidade portuguesa (1,7%) e de nacionalidade filipina (2%). Relativamente à origem da população residente, em 2006, cerca de 94,3% tem uma ascendência somente chinesa e 5,7% de outras ascendências. Nesta última categoria, incluem-se os residentes com uma ascendência chinesa e portuguesa (0,8%); com uma ascendência chinesa, portuguesa e outra (0,1%); com uma ascendência portuguesa (0,6%); e com uma ascendência portuguesa e outra (0,1%).

Atualmente, o crescimento populacional, nomeadamente da população activa (que contava em Novembro de 2007 com mais de 320 mil pessoas) ou mão-de-obra, registado em Macau é sustentado principalmente pela imigração de pessoas oriundas da China Continental, das Filipinas e de outras partes do mundo, visto que a sua taxa de natalidade é uma das mais baixas do mundo, tendo sido somente registado em 2007 uma taxa de 8,57 ‰. Mas, por outro lado, Macau é um dos lugares com maior esperança de vida à nascença (em média, com cerca de 82,27 anos de idade, em 2007) e com o menor índice de mortalidade infantil (com aproximadamente 4,33 mortes por 1000 nascimentos). Mais concretamente, em 2007, nasceram em Macau cerca de 4500 crianças e morreram cerca de 1500 pessoas.

Em Novembro de 2007, registaram-se em Macau cerca de 85 mil trabalhadores não residentes (TNR), sendo este elevado número devido ao rápido crescimento económico, que consequentemente originou o aparecimento em massa de postos de emprego, que por sua vez contribuiu para a falta de trabalhadores locais e, em geral, também de mão-de-obra, quer qualificada quer não qualificada. A maioria da população activa trabalha no sector dos jogos, do turismo e da hotelaria. Somente 2,9% da população ativa é desempregada.

As línguas oficiais são o português e o cantonês. O último é dominado, em 2006, por cerca de 91,9% da população e falado correntemente por cerca de 85,7% da população, tornando-o a língua, ou mais precisamente o dialecto chinês, mais falado de Macau. O português é só dominado por cerca de 2,4% da população e falado correntemente por cerca de 0,6% da população.

Os portugueses, ex-administradores de Macau, sempre foram uma minoria étnica nesta região. Mas, mesmo assim, eles deixaram em Macau uma das suas mais importantes e duradouras heranças, os macaenses ou "filhos da terra", que são pessoas que têm uma ascendência (antepassados) portuguesa e chinesa (e também outras de origem asiática, como por exemplo, malaia, indiana, cingalesa) que nasceram e/ou moram ou moraram em Macau. Uma minoria deles ainda sabem falar o patuá macaense, um crioulo de base portuguesa em vias de extinção.

Religião - Macau, como um ponto de encontro e de intercâmbio entre o Ocidente e o Oriente, é dotada de uma grande diversidade de religiões, como o Budismo, o Confucionismo, o Taoísmo, o Catolicismo, o Protestantismo, o Islamismo e a Fé Bahá'í, que se coexistem harmoniosamente.

Porém a esmagadora maioria da população de Macau é adepta ao Budismo. Mas, muitos deles, considerando esta religião como uma concepção genérica, incorporam nela vários elementos e valores do confucionismo, do taoísmo, da mitologia chinesa e de outros costumes, crenças e práticas tradicionais chinesas, sendo uma destas práticas os cultos ancestrais. Todo este conjunto religioso sincretizado e adoptado pelos chineses é chamado vulgarmente por religiões populares chinesas ou crenças populares chinesas ou ainda por crenças tradicionais chinesas.

Existe também em Macau uma comunidade considerável de cristãos, sendo a sua maioria membros da Igreja Católica, que está hierarquicamente organizada e estruturada em Macau na Diocese de Macau. Esta diocese foi criada em 1576 e está atualmente na dependência imediata da Santa Sé, abrangendo somente o território da RAEM. Actualmente, Macau conta com cerca de 18 mil a 27,5 mil católicos. Desde 2003, o Bispo desta diocese é D. José Lai Hung-seng, um natural de Macau.

Além da presença da Igreja Católica, existe também em Macau uma comunidade de protestantes, que contava, em 2006, com cerca de 6 mil protestantes e com cerca de 70 templos. A chegada do Protestantismo a Macau remonta ao século XIX, com a chegada, em 1807, do missionário protestante Robert Morrison.

Os residentes de Macau são dotados de uma considerável tolerância religiosa. De acordo com o artigo 34.º da Lei Básica da Região Administrativa Especial de Macau, "os residentes de Macau gozam da liberdade de crença religiosa e da liberdade de pregar, de promover atividades religiosas em público e de nelas participar". E, de acordo com o seu artigo 128.º, "o Governo da RAEM não interfere nos assuntos internos das organizações religiosas..." e "...não impõe restrições às actividades religiosas que não contrariem as leis da Região Administrativa Especial de Macau". Em Macau, todas as confissões religiosas são iguais perante a lei e, de acordo com a Lei n.º 5/98/M, as relações entre o seu Governo e as confissões religiosas assentam-se "nos princípios da separação e da neutralidade".


Cidades gêmeas de Macau:

Lisboa (Portugal)
Porto (Portugal)
Coimbra (Portugal)
São Paulo (Brasil)
Linköping (Suécia)
Praia, (Cabo Verde)
Luanda, (Angola) - Convenção de Amizade com esta cidade
Bruxelas (Bélgica) - Convenção de Amizade com esta cidade
Danang (Vietname) - Convenção de Amizade com esta cidade

Macau estabeleceu laços a vários níveis (cultural, económico, político...) com estas cidades gemeas.

Para saber mais:

Wikipedia
Comitê de Turismo do Governo de Macau (em inglês)
Revista Macau (em português)
Tribuna de Macau (em português)
AD Macau (em português)

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Goa - A Índia que fala português

"Pois tu não és enviado a um povo de estranha fala, nem de língua difícil...;" Ezequiel 3.5



Goa é um estado da Índia. Situa-se entre Maharashtra a norte e Karnataka a leste e sul, na costa do Mar da Arábia, a cerca de 400 km a sul de Bombaim. É o menor dos estados indianos em território e quarto menor em população, e o mais rico em PIB per capita da Índia.

A sua língua oficial é o concani, mas ainda existem pessoas neste estado que falam português, devido ao domínio de Portugal na região por mais de 400 anos. As suas principais cidades são Betul Beach, Cape Rama, Chauri (Canacona), Mapusa, Margão (Madgaon, pronúncia aproximada em concanim) e Panaji (ou Pangim, antigo nome português). Goa, a partir de 1510, foi a capital do Estado Português da Índia, tendo sido integrada pela força na União Indiana em 1961.


As suas igrejas e conventos encontram-se classificadas como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.

Idiomas - O idioma oficial de Goa é a língua concani. Depois que Portugal deixou de comandar Goa, o concani e a língua marata são os idiomas mais falados no estado. O concani, no estado, é o idioma primordial; depois, vêm a língua inglesa e a língua marata que são usados para propósitos educacionais, oficiais e literários. Outras línguas incluem a língua hindi, a língua portuguesa e a língua canaresa.

Demografia - O gentílico de Goa é o goês ou a goesa na língua portuguesa, Goenkar em concani e Govekar na língua marata. Goa tem uma população de 1,344 milhões de habitantes, o que o torna o quarto menor estado indiano em relação à habitação (depois somente dos estados de Siquim, Mizoram e Arunachal Pradesh). A população tem crescido 14,9% por década e há 363 pessoas para cada quilômetro quadrado de sua superfície total. 49,77% de sua população vive em áreas urbanas. O sex ratio do estado é de 960 mulheres para 1000 homens.

O hinduísmo (65,8%), o cristianismo (26,7%) e o Islã (6,8%) são as três maiores religiões goesas. O Catolicismo Romano atingiu Goa quando Portugal controlava o estado, sendo que a Inquisição fez com que muitos se tornassem católicos. Há ainda uma pequena comunidade judaica em Goa.

As maiores cidades do estado são Vasco da Gama (Goa), Margão, Pangim, Mormugão e Mapusa.

Clima e geografia - Com uma área de 3702 quilômetros quadrados, seu território se estende pelo Concão (a costa oeste indiana) por 101 quilômetros de litoral, e, mais ao interior, encontram-se as montanhas chamadas Gates Ocidentais, cuja maior elevação é o monte Songosor, de 1167 metros. O Mandovi, o Zuari, o Terekhol, o Rio Chapora e o Rio Sal são os principais rios de Goa. Goa tem mais que quarenta ilhas estuarinas, oito ilhas marinhas e dezenove ilhas de rio.

Goa, estando na zona tropical e na costa do Mar Arábico, tem um clima quente e húmido em quase todo o ano. O mês de maio é o mais quente, com temperaturas de aproximadamente 35 °C, aliadas a altas humidades. As chuvas de monção chegam no começo de junho e representam um alívio no calor forte do período. Essas chuvas duram até setembro. Goa tem, ainda, uma pequena estação fresca entre o meio de dezembro e fevereiro. Estes meses têm noites com temperaturas de 20 °C e dias quentes com 29 °C aproximadamente, com moderadas rajadas de chuva.

Capital: Panaji
Coordenadas: 15° 29′ 35″ N, 73° 49′ 05″ E
Cidade principal: Vasco da Gama
Idioma oficial: concani
Área: 3.702 km²
População (março/2001): 1.347.668
Densidade demográfica: 364 hab./km²
Total de distritos: 2
Fuso horário: UTC +5:30
Website: goagovt.nic.in

A primeira referência a Goa data de cerca de 2200 a.C., em escrita cuneiforme da Suméria, onde é chamada Gubio. Formada por povos de diferentes etnias da Índia, a influência dos sumérios aparece no primeiro sistema de medidas da região.

Por volta de 1775 a.C. os fenícios estabeleceram-se em Goa.

No período védico tardio (1000-500 a.C.) é chamada, em sânscrito, Gomantak, que significa "terra semelhante ao paraíso, fértil e com águas boas". O Mahabharata conta que os primeiros arianos que chegaram a Goa eram fugitivos da extinção, pela seca, do rio Saraswati, noventa e seis famílias que chegaram por volta de 1000 a.C. A eles se uniram os Kundbis vindos do sul, para, durante 250 anos, resgatar solo do mar, aumentando o espaço fértil entre este e as montanhas.

Cerca de 200 a.C. Goa tornou-se a fronteira sul do império de Ashoka: os dravidianos tinham sido empurrados para o sul pelos arianos, como refere a Geografia de Estrabão. Por volta de 530-550, Goa é citada como um dos melhores portos do Industão, sendo chamada de Sindabur, Chandrapur ou Buvah-Sindabur pelos árabes e turcos.

Depois do império Maurya (321-185 a.C.) Goa foi disputada por vários impérios em batalhas sangrentas. Por volta do século X Goa, então concentrada em torno do rio Zuari, prosperou pelo comércio com os árabes. Em 1347 caiu sob domínio islâmico e muitos templos a deuses hindus foram destruídos.

Presença portuguesa - Goa foi cobiçada por ser o melhor porto comercial da região. A primeira investida portuguesa deu-se em 1510, de 4 de Março a 20 de Maio. Nesse mesmo ano, em uma segunda expedição, a 25 de Novembro, Afonso de Albuquerque, auxiliado pelo corsário hindu Timoja, tomou Goa aos árabes, que se renderam sem combate, por o sultão se achar em guerra com o Decão

Com a derrota dos muçulmanos da região, em 1553 um quinto dela estava sob domínio português, recebendo o nome de «Velhas Conquistas». Os governadores portugueses da cidade pretendiam que fosse uma extensão de Lisboa no Oriente e para tal criaram algumas instituições e construíram-se várias Igrejas para expandir o cristianismo e fortificações para a defender de ataques externos.

A partir de meados do século XVIII verifica-se um alargamento dos territórios de Goa, que passam a integrar as «Novas Conquistas».

Houve dois curtos períodos de dominação britânica (1797-1798 e 1802-1813) e poucas outras ameaças externas após este período.

Durante o domínio britânico na Índia, muitos habitantes de Goa emigraram para Mumbai, Calcutá, Puna, Karachi e outras cidades. O isolamento de Goa diminuiu com a construção das vias férreas a partir de 1881, mas a emigração em busca de melhores oportunidades econômicas aumentou.

Em 1900 Goa teve seu primeiro jornal bilíngüe gujarati-português

Ações Religiosas - Goa destacou-se por ter sido sede de duas grandes ações civilizadoras portuguesas no Oriente: a religiosa e a educacional. Foi considerada a "Roma do Oriente", erigida em Sé Metropolitana das dioceses de Moçambique, Ormuz, Cochim, Meliapor, Malaca, Nanquim e Pequim na China, e Funay no Japão, a partir de 4 de Fevereiro de 1557. Dali partiram para o apostolado os grandes vultos do catolicismo português no Oriente, como São Francisco Xavier e São João de Brito.

No que tange à ação educacional, em Goa foram erguidas inúmeras escolas e liceus, uma escola médica e institutos profissionais e técnicos. Vultos das letras portuguesas como o poeta Luís Vaz de Camões ("Os Lusíadas"), Garcia de Orta ("Colóquio dos Simples") e Manuel Maria Barbosa du Bocage, ali redigiram parte das suas obras.

Para saber mais:
Site Oficial (em ingles)Wikipedia
SuperGoa
Goacom
Camera Record

segunda-feira, 20 de julho de 2009

A língua portuguesa no Mundo - Parte III

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"Pois tu não és enviado a um povo de estranha fala, nem de língua difícil, mas à casa de Israel;"
Ezequiel 3.5



O português na América

História da língua no Brasil - O português brasileiro, como veremos abaixo, foi desenvolvido basicamente no século 16, basicamente pelos dialetos falados de Lisboa a Coimbra. O português brasileiro difere do português ´padrão´ em vários aspectos, como sinaxe, fonologia, colocação pronominal, etc...
No início da colonização portuguesa no Brasil (a partir da descoberta, em 1500), o tupi (mais precisamente, o tupinambá, uma língua do litoral brasileiro da família tupi-guarani) foi usado como língua geral na colônia, ao lado do português, principalmente graças aos padres jesuítas que haviam estudado e difundido a língua. Em 1757, a utilização do tupi foi proibida por uma Provisão Real. Tal medida foi possível porque, a essa altura, o tupi já estava sendo suplantado pelo português, em virtude da chegada de muitos imigrantes da metrópole. Com a expulsão dos jesuítas em 1759, o português fixou-se definitivamente como o idioma do Brasil. Das línguas indígenas, o português herdou palavras ligadas à flora e à fauna (abacaxi, mandioca, caju, tatu, piranha), bem como nomes próprios e geográficos.

Com o fluxo de escravos trazidos da África, a língua falada na colônia recebeu novas contribuições. A influência africana no português do Brasil, que em alguns casos chegou também à Europa, veio principalmente do iorubá, falado pelos negros vindos da Nigéria (vocabulário ligado à religião e à cozinha afrobrasileiras), e do quimbundo angolano (palavras como caçula, moleque e samba).

Criou-se uma forma "creolizada" de se falar português, que, mesmo com todas as tentavias de impedí-la, por parte dos grandes aristocratas brasileiros de época, sobreviveu e absorveu mais culturas diferentes. Um português-judio foi arrastado no século 18 para Amsterdã e Livorno (na Itália), mas não parece mais existirem traços dessa ramificação nos dias de hoje.

Um novo afastamento entre o português brasileiro e o europeu aconteceu quando a língua falada no Brasil colonial não acompanhou as mudanças ocorridas no falar português (principalmente por influência francesa) durante o século XVIII, mantendo-se fiel, basicamente, à maneira de pronunciar da época da descoberta. Uma reaproximação ocorreu entre 1808 e 1821, quando a família real portuguesa, em razão da invasão do país pelas tropas de Napoleão Bonaparte, transferiu-se para o Brasil com toda sua corte, ocasionando um reaportuguesamento intenso da língua falada nas grandes cidades.

Após a independência (1822), o português falado no Brasil sofreu influências de imigrantes europeus que se instalaram no centro e sul do país. Isso explica certas modalidades de pronúncia e algumas mudanças superficiais de léxico que existem entre as regiões do Brasil, que variam de acordo com o fluxo migratório que cada uma recebeu.

No século XX, a distância entre as variantes portuguesa e brasileira do português aumentou em razão dos avanços tecnológicos do período: não existindo um procedimento unificado para a incorporação de novos termos à língua, certas palavras passaram a ter formas diferentes nos dois países (comboio e trem, autocarro e ônibus, pedágio e portagem). Além disso, o individualismo e nacionalismo que caracterizam o movimento romântico do início do século intensificaram o projeto de criação de uma literatura nacional expressa na variedade brasileira da língua portuguesa, argumento retomado pelos modernistas que defendiam, em 1922, a necessidade de romper com os modelos tradicionais portugueses e privilegiar as peculiaridades do falar brasileiro. A abertura conquistada pelos modernistas consagrou literariamente a norma brasileira.

Zonas Dialetais Brasileiras

A fala popular brasileira apresenta uma relativa unidade, maior ainda do que a da portuguesa, o que surpreende em se tratando de um pais tão vasto. A comparação das variedades dialetais brasileiras com as portuguesas leva à conclusão de que aquelas representam em conjunto um sincretismo destas, já que quase todos os traços regionais ou do português padrão europeu que não aparecem na língua culta brasileira são encontrados em algum dialeto do Brasil.

A insuficiência de informações rigorosamente científicas e completas sobre as diferenças que separam as variedades regionais existentes no Brasil não permite classificá-las em bases semelhantes às que foram adotadas na classificacão dos dialetos do português europeu. Existe, em caráter provisório, uma proposta de classificação de conjunto que se baseia - como no caso do português europeu - em diferenças de pronúncia (basicamente no grau de abertura na pronúncia das vogais, como em pEgar, onde o "e" pode ser aberto ou fechado, e na cadência da fala). Segundo essa proposta, é possível distinguir dois grupos de dialetos brasileiros: o do Norte e o do Sul. Pode-se distinguir no Norte duas variedades: amazônica e nordestina. E, no Sul, quatro: baiana, fluminense, mineira e sulina.


Esta proposta, embora tenha o mérito de ser a primeira tentativa de classificação global dos dialetos portugueses no Brasil, é evidentemente simplificadora. Alguns dos casos mais evidentes de variações dialectais não representadas nessa classificação seriam:
a diferença de pronunciação entre o litoral e o interior do Nordeste; o dialeto da região de Recife, em Pernambuco (PE) é particularmente distinto;
a forma de falar da cidade do Rio de Janeiro (RJ);
o dialeto do interior do estado de São Paulo (SP); e
as características próprias aos três estados da região sul (PR, SC e RS), em particular o(s) dialeto(s) utilizado(s) no estado do Rio Grande do Sul (RS)

Fonte: Centro de Informática da UFPE

sexta-feira, 17 de julho de 2009

A língua portuguesa no Mundo - Parte II

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"Pois tu não és enviado a um povo de estranha fala, nem de língua difícil, mas à casa de Israel;"
Ezequiel 3.5



O português na Europa
Na faixa ocidental da Península Ibérica, onde o galego-português era falado, atualmente utiliza-se o galego e o português. Esta região apresenta um conjunto de falares que, de acordo com certas características fonéticas (principalmente a pronúncia das sibilantes: utilização ou não do mesmo fonema em roSa e em paSSo, diferenciação fonética ou não entre Cinco e Seis, etc.), podem ser classificados em três grandes grupos:

1-Dialetos galegos;
2-Dialetos portugueses setentrionais; e
3-Dialetos portugueses centro-meridionais.

A fronteira entre os dialetos portugueses setentrionais e centro-meridionais atravessa Portugal de noroeste a sudeste. Merecem atenção especial algumas regiões do país que apresentam características fonéticas peculiares: a região setentrional que abrange parte do Minho e do Douro Litoral, uma extensa área da Beira-Baixa e do Alto-Alentejo, principalmente centro-meridional, e o ocidente do Algarve, também centro-meridional.
Os quatro maiores grupos de dialetos portugueses são: o Português do Norte, ou galego, Português Central, Português do Sul (incluindo o dialeto de Lisboa) e o Português Insular (o brasileiro e o da ilha de Madeira). O portugues geralmente é análogo ao espanhol, mesmo com diferencas na fonologia, gramática e vocabulário.

Os dialetos falados nos arquipélagos dos Açores e da Madeira representam um prolongamento dos dialetos portugueses continentais, podendo ser incluídos no grupo centro-meridional. Constituem casos excepcionais a ilha de São Miguel e da Madeira: independentemente uma da outra, ambas se afastam do que se pode chamar a norma centro-meridional por acrescentar-lhe um certo número de traços muito peculiares (alguns dos quais igualmente encontrados em dialetos continentais).

O galego - A maioria dos linguistas e intelectuais defende a unidade linguística do galego-português até a atualidade. Segundo esse ponto de vista, o galego e o português modernos seriam parte de um mesmo sistema linguístico, com diferentes normas escritas (situação similar à existente entre o Brasil e Portugal, ou entre os Estados Unidos e a Inglaterra, onde algumas palavras têm ortografias distintas). A posição oficial na Galiza, entretanto, é considerar o português e o galego como línguas autônomas, embora compartilhando algumas características.

O português na África


Em Angola e Moçambique, onde o português se implantou mais fortemente como língua falada, ao lado de numerosas línguas indígenas, fala-se um português bastante puro, embora com alguns traços próprios, em geral arcaísmos ou dialetalismos lusitanos semelhantes aos encontrados no Brasil. A influência das línguas negras sobre o português de Angola e Moçambique foi muito leve, podendo dizer-se que abrange somente o léxico local.

Nos demais países africanos de língua oficial portuguesa, o português é utilizado na administração, no ensino, na imprensa e nas relações internacionais. Nas situações da vida cotidiana são utilizadas também línguas nacionais ou crioulos de origem portuguesa. Em alguns países verificou-se o surgimento de mais de um crioulo, sendo eles entretanto compreensíveis entre si.

Essa convivência com línguas locais vem causando um distanciamento entre o português regional desses países e a língua portuguesa falada na Europa, aproximando-se em muitos casos do português falado no Brasil.

Angola - Em 1983, 60% dos moradores declararam que o português era sua língua materna. A língua oficial convive com várias outras línguas nacionais, como o quicongo, o quimbundo, o umbundu, o chocue, o mbundo (ou ovimbundo) e o oxikuanyama.

Cabo Verde - Falam-se crioulos que mesclam o português arcaico a línguas africanas. Os crioulos dividem-se en dois grandes grupos: os das ilhas de Barlavento, ao norte, e os das ilhas de Sotavento, ao sul.

Guiné Bissau - Em 1983, 44% da população falava crioulos de base portuguesa, 11% falava o português e o restante, inúmeras línguas africanas. O crioulo da Guiné-Bissau possui dois dialetos, o de Bissau e o de Cacheu, no norte do país.

Moçambique - O português é a língua oficial falada por 25% da população, mas apenas 1,2% a considera como língua materna. A maioria da população fala línguas do grupo banto.

São Tomé e Príncipe - Em São Tomé fala-se o forro e o moncó (línguas locais), além do português. O forro era a língua falada pela população mestiça e livre das cidades. No século XVI, naufragou perto da ilha um barco de escravos angolanos, muitos dos quais conseguiram nadar até a ilha e formar um grupo étnico a parte. Este grupo fala o moncó, um outro crioulo de base portuguesa mas com mais termos de origem banta. Há cerca 78% de semelhanças entre o forro (ou são-tomense) e o moncó (ou angolar).

Existe também o português de São Tomé, que guarda muitos traços do português arcaico na pronúncia, no léxico e até na construção sintática. Era a língua falada pela população culta, pela classe média e pelos donos de propriedades.

Atualmente, é o português falado pela população em geral, enquanto que a classe política e a alta sociedade utilizam o português europeu padrão, muitas vezes aprendido durante os estudos feitos em Portugal.

A ilha do Príncipe fala o principense, um outro crioulo de base portuguesa, que se pode considerar como um dialeto do crioulo são-tomense

Outras regiões - A influência portuguesa na África deu-se também em algumas outras regiões isoladas, muitas vezes levando à aparição de crioulos de base portuguesa:

Ano Bom, na Guiné Equatorial - Em Ano Bom, uma ilha a 400 km ao sul de São Tomé, fala-se o ano-bonense, bastante similar ao são-tomense. Tal fato explica-se por haver sido a ilha povoada por escravos vindos de São Tomé.

Casamança, no Senegal - O crioulo de Casamança só se fala na capital, Ziguinchor, uma cidade fundada por portugueses (seu nome deriva da expressão portuguesa cheguei e chorei). Está na órbita lexical do crioulo de Cacheu, na Guiné-Bissau.

O português na Ásia e Oceania
Embora nos séculos XVI e XVII o português tenha sido largamente utilizado nos portos da Índia e sudeste da Ásia, atualmente ele só sobrevive na sua forma padrão em alguns pontos isolados:

1-em Macau, território chinês sob administração portuguesa até 1999. O português é uma das línguas oficiais, ao lado do chinês, mas só é utilizado pela administração e falado por uma parte minoritária da população;

2-no estado indiano de Goa, possessão portuguesa até 1961, onde vem sendo substituído pelo konkani (língua oficial) e pelo inglês.

3-no Timor leste, território sob administração portuguesa até 1975, quando foi invadido e anexado ilegalmente pela Indonésia. A língua local é o tetum, mas uma parcela da população domina o português.

Dos crioulos da Ásia e Oceania, outrora bastante numerosos, subsistem apenas os de Damão, Jaipur e Diu, na Índia; de Málaca, na Malásia; do Timor; de Macau; do Sri-Lanka; e de Java, na Indonésia (em algumas dessas cidades ou regiões há também grupos que utilizam o português).

terça-feira, 14 de julho de 2009

A língua portuguesa no Mundo - Parte I

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"Pois tu não és enviado a um povo de estranha fala, nem de língua difícil, mas à casa de Israel;"
Ezequiel 3.5



O português no mundo

O português considerado padrão é baseado no dialeto de Lisboa, Portugal. Naquele país, a variação de dialetos não é muito grande, mas o Português brasileiro varia do Europeu em vários pontos, incluindo muitas diferenças nos sons, sutaques, e, além disso, uma grande diferença na conjugação de alguns verbos e também na sintaxe. Exemplo disso é a aplicação de pronomes objeto, que podem ocorrer antes do verbo no português brasileiro (como no espanhol) e no português padrão, só acontece depois do verbo.

O mundo lusófono é avaliado hoje entre 170 e 210 milhões de pessoas. O português, oitava língua mais falada do planeta (terceira entre as línguas ocidentais, após o inglês e o castelhano), é a língua oficial em sete países: Angola (10 milhões de habitantes), Brasil (152 milhões), Cabo Verde (346 mil), Guiné Bissau (1 milhão), Moçambique (15,3 milhões), Portugal (9,9 milhões) e São Tomé e Príncipe (126 mil).


O português é uma das línguas oficiais da União Europeia (ex-CEE) desde 1986, quando da admissão de Portugal na instituição. Em razão dos acordos do Mercosul (Mercado Comum do Sul), do qual o Brasil faz parte, o português é ensinado como língua estrangeira nos demais países que dele participam. Em 1996, foi criada a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que reune os países de língua oficial portuguesa com o propósito de aumentar a cooperação e o intercâmbio cultural entre os países membros e uniformizar e difundir a língua portuguesa.

Na área vasta e descontínua em que é falado, o português apresenta-se, como qualquer língua viva, internamente diferenciado em variedades que divergem de maneira mais ou menos acentuada quanto à pronúncia, a gramática e ao vocabulário. Tal diferenciação, entretanto, não compromete a unidade do idioma: apesar da acidentada história da sua expansão na Europa e, principalmente, fora dela, a língua portuguesa conseguiu manter até hoje apreciável coesão entre as suas variedades.

No estudo das formas que veio a assumir a língua portuguesa na África, na Ásia e na Oceania, é necessário distinguir dois tipos de variedades: as crioulas e as não crioulas. As variedades crioulas resultam do contato que o sistema linguístico português estabeleceu, a partir do século XV, com sistemas linguísticos indígenas. 0 grau de afastamento em relação à língua mãe é hoje de tal ordem que, mais do que como dialetos, os crioulos devem ser considerados como línguas derivadas do português.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

"A Inglaterra será uma nação islâmica"


Jornalista afirma que a Inglaterra logo será uma nação islâmica


Um jornalista e locutor na radio Premier em Londres afirma que a Inglaterra logo se transformará em uma país muçulmano. Peter Hitchens, que é anglicano, disse que o cristianismo é muito fraco na Grã-Bretanha (Inglaterra, país de Gales e Escócia). De acordo com a estação de rádio, Hitchens está preocupado porque o cristianismo na sociedade britânica está em decadência e que o islamismo logo será a religião dominante no país.

Ele diz: O problema é que isso irá acontecer não porque os muçulmanos estão conspirando ou trabalhando por isso. Irá acontecer, pois o cristianismo nesse país é muito fraco”. “O islamismo tem ganhado força, e logo dominará os números no país. Isso mudará a Grã-Bretanha em muitas maneiras, e as pessoas poderão escolher qual das duas religiões preferem, pois se não quiserem uma, poderão ficar com a outra.”

A Premier Radio diz que esses comentários dão continuidade aos de Alison Ruoff, que, no ano passado, afirmou que a Igreja na Inglaterra estava “sonâmbula” e se tornando um estado islâmico. Diz-se também que é inevitável que elementos da sharia (lei islâmica) sejam incluídos na Inglaterra, e que a Igreja não faz o bastante para que sua mensagem seja duradoura.

Ruoff acredita que o governo – para ser politicamente correto – não está evitando o crescimento de comunidades muçulmanas. “Agora, os cristãos são perseguidos por usarem símbolos cristãos. Você pode usar o véu como um muçulmano, mas não pode usar uma cruz. A Igreja precisa dizer: ‘Não. Somos cristãos e essa é uma sociedade cristã’”, Afirma Ruoff.

A rádio Premier diz que a população muçulmana aumentou 10 vezes mais do que o restante da sociedade, e que, no mesmo período (2004-2008), o número de cristãos caiu mais de 2 milhões.

Um bispo afirma que, com o declínio da frequencia de pessoas nas igrejas e o crescimento do pluralismo cultural, a “Inglaterra cristã está morta”.

Fonte: ASSIST - News Service
Tradução: Portas Abertas
Eu lí essa reportagem no excelente Blog do Pr Artur Eduardo, o Fatos em Foco e confesso que a notícia me despertou. A outrora avivada Inglaterra, berço de heróis da fé e avivalistas que levaram multidões a Cristo e influenciaram toda uma geração, exortando-a à santidade e devoção ao Senhor, está hoje morta espiritualmente!
Oremos pela Inglaterra e oremos pela igreja no Brasil, para que não caiamos no mesmo erro, cochilando ou dormindo enquanto é hora de vigiar.

Apocalipse 2:4 e 5, 3:15-19
"Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor.
Lembra-te, pois, donde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; e se não, brevemente virei a ti, e removerei do seu lugar o teu candeeiro, se não te arrependeres.
Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; oxalá foras frio ou quente!
Assim, porque és morno, e não és quente nem frio, vomitar-te-ei da minha boca.
Porquanto dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um coitado, e miserável, e pobre, e cego, e nu; aconselho-te que de mim compres ouro refinado no fogo, para que te enriqueças; e vestes brancas, para que te vistas, e não seja manifesta a vergonha da tua nudez; e colírio, a fim de ungires os teus olhos, para que vejas.
Eu repreendo e castigo a todos quantos amo: sê pois zeloso, e arrepende-te
."

quarta-feira, 1 de julho de 2009

No vale de lágrimas - testemunho

Sou Ibrahim, que para garantir a segurança de minha família, uso o pseudônimo de Timothy Abraham. Sou um simples egípcio da região do Delta. Vivia cercado por fazendas regadas pelos regatos vindos do exuberante rio Nilo que proporciona vida com fertilidade. Tive uma forte criação islâmica em minha infância, estudando em minha aldeia para poder ensinar o Alcorão (al-Kutaab).

Ensinaram-me a temer a Deus (Alá em árabe) que criou o Céu e a Terra em seis dias. Não havia qualquer motivo para duvidar de uma religião que enfatizava temer a Deus, fazer boas obras e viver uma vida moralmente correta. A repetição do Alcorão tinha o objetivo de produzir uma sensação de tranqüilidade. Gostava do círculo de adoração Sufi, já que adoravam a pessoa de Maomé. Era o grupo Abu-al-azayem. Eu buscava uma maior aproximação com Alá, o Todo-Poderoso.

Certa tarde, por volta das sete horas, quando estava em uma mesquita al-Mahatta, havendo terminado de fazer a oração al-Maghrib, fui apresentado a Muhammad Imam e Sulleiman Kahwash. Eles foram de influência vital em me introduzir no seu grupo, a "Irmandade Islâmica - ou al-Ikhawan al-Muslimin". Eles me encorajaram a ser um muçulmano devoto e a jejuar na segunda e quinta-feira de cada semana, terminando o jejum juntamente com eles na mesquita onde comíamos pão, queijo, tâmaras (tamr), e deliciosa salada.

Eu imitava diligentemente tudo que o Profeta Maomé fazia, até procurando me sentar com a postura que o Profeta se sentava quando comia. Eles eram muito bons para mim. Também viram que eu tinha potencial para ser um orador eloqüente. Sendo assim, Sulleiman Hashem, o líder na época, se aproximou de mim e disse com ternura:

- Ibrahim, você é chamado pelo ensino do Alcorão para proclamar a mensagem do Islamismo 'da'awah.

- Meu Alá! - ponderei eu - Tenho apenas 14 anos de idade e sou tão medroso!

Todavia, Sulleiman entregou-me uma pilha de livros para estudar, para eu me preparar para pregar um sermão no dia seguinte. Daí em diante, tornou-se um costume para mim pregar um sermão na primeira Segunda-feira de cada mês lunar. Fiquei todo cheio de zelo por meus líderes haverem preparado tudo para que eu fosse pelas cidades vizinhas pregando de mesquita em mesquita.

Zelosamente queria que todos seguissem a Tradição do Profeta Maomé, e, por causa disto, minha irmã não tinha outra escolha senão obedecer meu comando segundo o Alcorão e usar o véu que demonstrava modéstia. Eu precisava da aprovação de meu pai. Fiquei a imaginar se ele alguma vez tinha imaginado seu filho, um muçulmano de 14 anos, pregando. Para minha surpresa meu pai foi duramente criticado pelos outros por ter um filho que agora era um "fanático".

Meu pai ficou bravo com meu radicalismo islâmico e, sem pensar, deu um soco em minha boca. Hoje meu dente da frente é postiço. Ele me faz recordar de minha antiga perseverança até à morte para ser um zeloso muçulmano fundamentalista, e do meu desejo de ser perseguido por meu compromisso. Meu pai acabou queimando minha biblioteca islâmica Suni (na maioria wahabi e salafi). Ele sabia muito bem que Mohammad Mansour, um informante da polícia de segurança, estava gravando meus sermões do banheiro da mesquita. Eu era tão rigoroso em seguir o sunnah de Maomé, que nem mesmo dava a mão para mulheres para cumprimentar. Eu queria simplesmente ser um Muçulmano devoto.

Após terminar suas orações na mesquita, meu pai parou um dos líderes de meu grupo, Sulleiman Hashem, e suplicou que me deixasse, a mim, seu filho, em paz. Quando meu pai fez um voto (hilif alaya bi al-talaaq) para que não me fosse permitido entrar na mesquita onde a Irmandade Muçulmana estivesse orando, obedeci a meu pai, mas pedi por misericórdia em deixar-me escutar seus sermões enquanto me sentava fora da mesquita.

Essas coisas nunca me abateram e continuei a pregar o Islamismo todos os dias no evento matinal (taboor as-sabah) e também em todas as mesquitas onde ensinava. Nunca me ocorreu, por um segundo sequer, que o Islamismo poderia estar errado. Em minha ânsia de propagar o Islamismo por todo lugar, uma revista acabou caindo em minhas mãos e ela trazia endereços de pessoas dos Estados Unidos que queriam se corresponder. Escolhi um nome ao acaso e escrevi uma carta, esperando poder converter aquele homem ao Islamismo.

Acabei me correspondendo com John, de Pensilvânia, Estados Unidos, durante dois anos, um sempre procurando converter o outro. Eu lia todos os livros que conseguia achar para refutar a Bíblia. Para piorar ainda mais as coisas, não tinha qualquer respeito pela Bíblia e colocava meus pés e sapatos sobre ela, já que o Alcorão ensinava ser ela corrompida.

Então John me surpreendeu ao vir me visitar em minha aldeia. Era a primeira vez que via um cristão de verdade. Sua sinceridade, franqueza, honestidade e mente aberta me impressionaram. John ficou comigo por dois meses. Ele tinha uma vida maravilhosa de oração que acabou me servindo de exemplo mais tarde. Eu não sabia que os cristãos oravam até ter visto uma "epístola viva" bem na minha casa, um homem de uma terra distante que se tornou um de nós e genuinamente incorporava o amor de Cristo. John tinha uma maravilhosa vida de oração, pois orava mais do que falava, e falava com as palavras da Bíblia. Passei a sentir inveja da intimidade que John tinha com Deus e aumentei minhas repetições do Alcorão.

O Islamismo é uma religião que tem o crédito de ensinar seus seguidores a serem virtuosos, castos e benevolentes. Não há dúvida de que Maomé permanece como um gênio na história. É preciso notar também que um muçulmano pode fazer tantas boas obras quantas forem possíveis neste mundo e no Dia do Juízo, Deus pesa as obras de cada indivíduo em uma "balança".

As boas obras serão colocadas em uma bandeja da balança, e as más obras na outra. Se as boas obras forem mais pesadas, então o fiel irá para o paraíso descrito no Alcorão como um lugar de prazeres sexuais, para se divertir com a huris de olhos grandes (sura al-Wagia 56:20-23). Todavia, Cristo nosso Senhor disse "Porque na ressurreição nem casam nem são dados em casamento; mas serão como os anjos de Deus no céu" (Mateus 22:30).

Prezado amigo muçulmano, de acordo com o Islamismo, se suas más obras forem mais pesadas, você será lançado no fogo do inferno. Parece que você precisa ser apenas cinqüenta e um por cento bom para chegar ao paraíso. Ainda assim você permanece totalmente inseguro se vai ou não para o céu. Tudo o que você diz, meu amigo muçulmano, é: "Só Deus sabe!" Você espera pela misericórdia de Alá e espera que os anjos ou o Profeta intercedam por você no último dia para poder ser salvo do inferno.

Eu era como você, meu irmão ou minha irmã muçulmana. Estava no mesmo barco até descobrir que você pode ter a certeza absoluta de ir para o céu. Lágrimas me chegam aos olhos só de recordar o quão perdido eu estava, mas que agora fui achado. Enquanto me comovo ao ver a majestade de Deus, me regozijo por saber que tenho a certeza da vida eterna.

Deus na Bíblia tanto é justo como misericordioso. Sua justiça exige que todos sejam castigados no inferno, pois Ele é cem por cento perfeito. Não importa o quanto nos esforcemos para agradar a Deus, sempre ficamos aquém da Sua perfeição. Nossas boas obras não nos levarão para mais perto de Deus. Deus viu nossa incapacidade, e decidiu Ele próprio pagar a pena. Ele enviou a Sua Palavra, Isa Al Masih (Jesus Cristo), O qual é absolutamente sem pecado e sem defeito, para levar o castigo por nossos pecados sobre a cruz. O que pode você dizer para o Juiz quando Ele decide pagar a pena por você?

A Bíblia diz em João 3:16, "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna". Foi por Deus nos amar que Ele enviou Sua Palavra, Jesus Cristo, para morrer por nós. O Islamismo nunca nos garante a segurança de irmos para o céu, mas Cristo garante! Louvado seja Deus! Obrigado, meu Senhor, por teres soberanamente escolhido pagar o preço na Pessoa em Quem encarnaste o Verbo, o Senhor Jesus Cristo, O qual é a expressa revelação de Deus Todo-Poderoso!

Mesmo depois de John ter ido embora, sua influência permaneceu. Achei que podia humilhar John quando lhe disse, "John, sua visita fez de mim um muçulmano ainda mais forte na fé, por isso não tente mais converter muçulmanos". Todavia John prevaleceu em suas súplicas e orações. Sua oração intercessória levou o Senhor a me acordar no meio da noite fazendo com que não tivesse sono ou descanso. O conflito em meu interior atingiu seu ápice. Sem encontrar descanso, procurei por minha Bíblia e a abri a esmo. Encontrei, "Saulo, Saulo, por que Me persegues?" Lembro-me de um dia quando, no calor de um debate entre John e eu, zombei da Bíblia e disse,

- John, sua Bíblia é a coisa mais absurda que existe! Como pode você acreditar na história de Saulo que se tornou Paulo, o servo do Evangelho?

John respondeu,

- A história é verdadeira, e é por isso que sou paciente com você. Um dia você acabará sendo outro Paulo!

- John, você deve estar fora de si por pensar por um segundo que eu possa abandonar a religião de todas as religiões, o Islamismo! - repliquei eu.

Mas naquele momento, refletindo em "Saulo, Saulo...", falei, "Senhor! Eu? Eu Te perseguindo? Nunca fiz nada contra Ti em pessoa... que me lembre apenas denunciei uma estudante de medicina à polícia... mas não fiz nada para Ti. Seria verdade que aquele que toca em um dos Teus toca na menina do Teu olho?".

O Islamismo nega a crucificação do Senhor Jesus Cristo, pois o Alcorão quer privar os Judeus da vitória que eles clamavam ter conseguido com a morte de Jesus. O Alcorão afirma que Deus colocou na cruz outra pessoa parecida com Jesus. Ora, meus amigos muçulmanos, Deus não está envolvido com fraudes, e se Ele quisesse livrar Jesus da cruz, poderia tê-lo feito milagrosamente sem precisar enganar colocando lá alguém parecido com Jesus. Este erro do Alcorão é óbvio demais, e prova que o Alcorão não tem origem divina. Além disso, o Alcorão se contradiz, pois ao mesmo tempo em que afirma que os Judeus não mataram o verdadeiro Jesus, afirma também com bastante clareza a realidade da morte de Jesus no sura da família de Imran 3:47/54 - 48/55, dizendo assim (quando Deus falou):

"Oh Jesus, vou fazer com que morras, e então Te ressuscitarei para Mim".

Meu amigo muçulmano, meu intento aqui não é fazer de você um prosélito, mas levantar a questão final: Quem é Cristo? Foi Ele crucificado? E como isto afeta você? Se a história toda da humanidade gira ao redor de Cristo, então toda a minha vida e existência deveriam girar em torno dEle também. Negar a cruz de Cristo é contradizer a própria História. Acaso Maomé não é citado no Alcorão como tendo sido mandado, por Deus, procurar o Povo do Livro (os judeus e cristãos) caso estivesse em dúvida quanto ao Alcorão?

"E se tu (Maomé) estás em dúvida com respeito ao que te revelamos, então pergunte àqueles que lêem as Escrituras (que eram) antes de ti". Sura Yunus 10:95.

Pela primeira vez em minha vida comecei a perguntar "por quê?" e questionei tudo aquilo que tinha como certo. Todos os postulados foram examinados com senso crítico. Isso acabou me trazendo problemas por viver em uma sociedade autoritária. "As perguntas", dizem eles, "voam na face da Alá. Obedeça. Isso é tudo". Na Irmandade Islâmica, nosso moto era "samaana wa ataana", isto é, "ouvimos e obedecemos".

Após anos de estudo, cheguei a duas conclusões lógicas: A Bíblia é a inerrante Palavra de Deus, e Jesus é a Palavra de Deus. Comecei a ver que era possível Jesus ser Deus. Intelectualmente, aceitei todas as reivindicações da fé cristã, mas em meu coração ainda temia cair morto se ousasse chamar o Deus Todo-Poderoso de "Meu Pai". Eu precisava de um milagre! A Bíblia nos ensina que ninguém pode dizer "Jesus é Senhor" exceto pelo Espírito Santo (1 Coríntios 12:3). Não é a toa que cada experiência de salvação é um milagre de um nascimento da morte para a vida eterna!

Do fundo do meu coração, em meio a um conflito interior, clamei a Alá, dentro da mesquita, "Senhor, mostra-me a verdade! É Jesus ou Maomé? Podes Tu ser meu Pai? Mostra-me a verdade, e a verdade que me indicares é a que eu servirei por toda a vida, seja qual for o preço!" Rompi em lágrimas já que sabia que o preço seria demasiadamente alto para uma pessoa fraca e débil como eu. Pois como poderia suportar ser expulso de minha família e dormir nas ruas como alguém sem um lar? E o que aconteceria se meus líderes da Irmandade Islâmica descobrissem? E se eles, em seu zelo e justiça islâmica, se prontificassem a defender o Islamismo e me matassem?

De acordo com a religião islâmica, deve ser dado a um apóstata três dias de oportunidade para se retratar, e após isso o sangue do infiel é legitimamente derramado em nome de Alá! As palavras do Profeta Maomé ficavam soando em meus ouvidos, "Se alguém (i.e. muçulmano) mudar de religião, mate-o". Esta tradição foi narrada por AbuBakr, Uthman, Ali, Muadhibn Jabal e Khalid ibn Walid. Todavia persisti em pedir a Deus que me guiasse.

"Guia-me, ó Tu grande Jeová, peregrino que sou nesta terra estranha; sou fraco, mas Tu és poderoso".

Certa noite Cristo apareceu-me em sonho e disse com uma voz terna e doce, "Eu te amo!". Entendi o quão obstinadamente eu havia resistido a Ele todos aqueles anos e disse-Lhe em lágrimas, "Também Te amo! Tu és eterno para todo o sempre". Acordei com lágrimas escorrendo por todo o rosto e cheio de um abundante gozo, crendo que o próprio Cristo havia tocado tanto minha mente como meu coração, e me rendi. Estava cheio de grande paixão por Cristo, pulando, cantando louvores ao Seu nome e falando com Ele dia e noite. Nem mesmo ia dormir sem ter a inerrante Palavra de Deus, a Bíblia, junto ao meu peito.

Senti o que um filho de Deus negligente sentiria: que Deus me daria qualquer coisa que eu pedisse em oração. Mas o Senhor queria que eu O amasse e O adorasse pelo que Ele é, não pelo que eu recebo dEle. Tentei manter minha fé em segredo e logo fui batizado secretamente.

Cheio do gozo da salvação, não podia mais esconder ou negar a Cristo. Por isso, quando meu amigo de infância perguntou se Cristo fora crucificado, respondi "Sim!", e expliquei o porquê. Ele orou junto comigo para receber a Cristo. Ele estava tremendo e transpirando o tempo todo em que orava comigo. Ele podia ver então quão poderoso era o nome de Jesus. Meus antigos líderes no fanático grupo islâmico, querendo saber quem o havia influenciado, ameaçaram matá-lo se ele não contasse tudo sobre meu evangelismo. Infelizmente ele me traiu e fui espancado em frente à mesquita onde antes pregava o Islamismo com tanto zelo. Na opinião deles eu era um blasfemo infiel que merecia ser morto a menos que me retratasse. Eles consideravam minha conversão como a forma mais horrenda de profanar o Islamismo e o Alcorão.

Já que minha conversão secreta havia se tornado pública e os muçulmanos planejavam matar-me, precisei fugir. Fui caçado por muçulmanos, da minha aldeia no Delta até Ismalia, chegando depois ao Cairo onde tinha amigos cristãos. Todavia nem os cristãos quiseram me dar abrigo e tive que voltar para minha aldeia, procurando refúgio nas protetoras mãos de Deus. Voltei do Cairo para encontrar uma irada multidão de muçulmanos ocupando nossa casa. Minha mãe estava vestida de luto, toda de preto como é costume no Egito. Para eles, por ter abandonado o Islamismo eu era considerado morto!

As mulheres muçulmanas gritavam para mim, "Sua mãe não merece isso tudo de você. Por que causar a ela toda essa dor?" Outra mulher lamentou, "Pobre mãe! Seu filho a trocou pelos infiéis cristãos. Se fosse ela, mataria meu filho por ter corrido atrás dos infiéis como um cachorro". Recebi uma carta de um amigo da Jordânia que contou que meu pai estava andando pelas ruas na Jordânia chorando amargamente enquanto os trabalhadores muçulmanos de lá o reprovavam severamente. Ele ficou doente, de cama, durante um mês por causa disso, até conversarmos por telefone.

Não consigo esquecer dos Muçulmanos irados que invadiram nossa casa barbaramente. Minha mãe se ajoelhou aos pés de nosso vizinho Sayed rogando a ele que poupasse minha vida e que a matasse em lugar de mim. Foi numa agonia indescritível que minha mãe me deserdou e desprezou diante de todo o povo de minha cidade. Eu amo minha mãe mais do que qualquer pessoa neste mundo, mas nenhum poder humano, não importa o quão gigantesco seja, pode me separar do amor de Cristo. Viverei sempre para Jesus.

Minha Bíblia, todos os meus livros cristãos, e as fitas com músicas, foram confiscados e queimados. Resolvi fugir da região do Delta para o Cairo. Mesmo com a polícia atrás de mim, o Senhor cegou seus olhos e me protegeu. No Cairo, fiquei escondido na casa de M., um amigo egípcio batista que me confortava o tempo todo. Caí em prantos quando ele leu,

"Retiraram-se, pois, da presença do conselho, regozijando-se de terem sido julgados dignos de padecer afronta pelo nome de Jesus" (Atos 5:41).

Sou grato a Deus por haver provido este amigo, M., que me ensinou a viver uma vida vitoriosa, rica em adoração e ações de graças. Ele me deu um Novo Testamento árabe de bolso e, com franqueza, disse-me que seus pais estavam com medo. Já me haviam dito que se eles continuassem a me esconder acabariam na prisão para sempre. Eu não tinha para onde ir. Assim, seguindo o conselho de meu pastor secreto, voltei para minha aldeia, escondendo o Novo Testamento árabe em minhas meias e orando para que não caísse dali.

Acabei sendo preso e solto repetidamente. Aprendi o que significa ter a Deus como meu único Alto Refúgio. Na prisão, meu Salvador sabe que experimentei a paz verdadeira. Não fui abalado porque vi a Cristo na prisão, e não a mim mesmo. Cantava canções de gozo em meio às lágrimas, ansioso pela vida da Estrela da Manhã para me libertar. Decidi esconder minha Bíblia em um lugar onde a polícia não pudesse encontrá-la -- em meu coração por meio da memorização. Desde então criei o hábito de dormir com a Bíblia ao meu lado.

Cinco anos mais tarde consegui fugir das tentativas de assassinato dos Muçulmanos e fiquei chocado ao descobrir que há alguns Cristãos professos na América que atacam a Bíblia pela qual eu desejava morrer. A Palavra de Deus me tem dado promessas de fé que aplico como uma criancinha e oro sobre elas em confiança. As portas do Céu se abrem quando oramos sobre a Palavra de Deus. Sua Palavra transmite vida!!!

Certa vez, quando quis dar à minha mãe um presente no Dia das Mães, ela me perguntava com desdém, "presente de Dia das Mães?" "Sim", respondia sempre que ela perguntava. Ela olhou para mim com expressão de imensa tristeza e disse, "Meu filho, por quem esperei 15 anos para ter e finalmente nasceu, agora está morto. Eu deserdo você até o dia do juízo, Ibrahim". Chorei, mas Cristo tocou meu coração, dizendo, "Eu sou sua família agora! Agora Eu sou seu pai, irmão, mãe, irmã, amigo e tudo para você, Timothy".

Nunca vou me esquecer daqueles dias quando minha mãe chegava a chamar a polícia para me prender. Ela chegou a ir a uma feiticeira para lançar uma maldição sobre mim e me fazer voltar para o Islamismo. A feiticeira disse, "Seu filho está seguindo um caminho que nunca deixará e será vitorioso em sua vida enquanto andar nele". Aquelas palavras, da boca de uma feiticeira, levaram meu irmão mais novo a conhecer a Cristo. Até o testemunho de demônios sobre nosso vitorioso Senhor mostra o quão absurdo é o ceticismo e a incredulidade (leia Romanos 8:35-39). Você também pode ser mais que vencedor por Cristo, o seu Vitorioso, O qual ama você! Creia!

Sem minha Bíblia e meus livros, que me haviam sido confiscado, tudo o que eu tinha era meu rádio. Eu saía escondido com meu rádio para escutar a Voz da Esperança, buscando por canções que me trouxessem conforto na noite. Porém minha mãe descobriu e acabou tirando o meu rádio, ao mesmo tempo em que me espancou na cabeça com seu sapato. Naquela ocasião eu estava com vinte anos de idade. Orei por uma Bíblia e o Senhor me escutou. Fui ao correio buscar o pacote que me trazia uma Bíblia. O gerente do correio, Kamal, me esbofeteou com violência e deu socos em meu rosto. Fiquei extremamente apavorado... chorava por causa da dor. Ele me disse,

- Você que quer ir atrás desses cristãos infiéis... deixe o Islamismo e acabaremos com você. Mandaremos você para o outro lado do sol!

Senti-me encurralado, orando fervorosamente para deixar o Egito e poder praticar minha fé em Cristo. "Pai de consolação, Tu nunca me deixas. Por favor, faça-me lembrar do Teu Filho pendurado na cruz clamando nas profundezas de Sua agonia, 'Deus meu, Deus meu, por que Me desamparaste?' Senhor Jesus, todos Te desampararam, e ainda assim Tu encontraste descanso em Teu Pai. Preciso depender do Pai como Tu fizeste".

Depois de três anos decidi me mudar para o Cairo que também não era nem um pouco seguro. A última vez que fora preso pela polícia, ameaçaram:

- Você é um infiel que cometeu alta traição. Da próxima vez que for preso, aplicaremos a pena capital.

Para piorar as coisas, o senhorio "cristão" do quarto que aluguei disse que não poderia mais abrigar um criminoso fugitivo. Eu não era mais bem-vindo nem em meu próprio país. Todavia o Senhor interveio, e um evangelista palestino, Anis Sharrosh, apresentou-me ao Dr. Paige Patterson. Ele começou a me ajudar a conseguir um visto para os Estados Unidos. A princípio me foi negado o visto, mas o Dr. Patterson não desistiu. Finalmente, recebi um visto de entrada, e pude sair milagrosamente do Egito.

Senhor, Tu nunca libertaste Teus filhos da escravidão para levá-los de volta a ela... Ajuda-me a viver em algum lugar para praticar minha fé Cristã sem problemas com a polícia. Senhor, por favor, faça o que for preciso para que eu não precise viver em um lugar onde as pessoas me forcem a ir a uma mesquita. Tu queres que Teus filhos adorem livremente mesmo se isto significar fugir para salvar suas vidas, como estou fazendo, para que Cristo se torne tudo em todos.

Se não fosse pelo Dr. Patterson, hoje eu seria apenas história. Minha execução chegou a ser marcada, mas Deus viu que tinha algo mais para eu fazer. Assim Ele usou o Dr. Patterson de um modo sobrenatural que me salvou a vida. Deus Todo-Poderoso é Pai dos órfãos (Salmo 68:5), e quando meu pai e minha mãe me desprezarem, como declara Davi, o Senhor me acolherá para Si. Deus Todo-Poderoso é seu Pai Celestial, meu amigo? (Gálatas 4:6). O Deus Todo-Poderoso e Majestoso está interessado em você pessoalmente (Provérbios 8:31).

Após fugir para os Estados Unidos, continuei com medo de que tivesse que enfrentar as autoridades da polícia Egípcia algum dia, principalmente pelo fato de estar com um visto de estudante, que poderia expirar. De acordo com o governo Egípcio, sou um infiel que difamou o Islamismo e criou desunião nacional. Alá sabe que não tenho maus sentimentos para com a pátria Egípcia ou para com o Islã. Alguns pregadores ofereceram-se para esconder-me em fazendas se as coisas piorassem. Eu só queria viver e não ser um bode expiatório da ira religiosa de alguém. Uma organização sustentou-me e fez um pedido por residência permanente.

Depois de seis longos anos de espera, o Senhor honrou meu pedido dando-me residência permanente alguns dias antes de meu casamento, em 18 de Abril de 1998. Eu não queria que alguém me acusasse falsamente de estar me casando para obter o green card. Casei-me com Angela por causa dela, e não por causa do "green card". Dou a Angela tudo de mim, pois a fonte de nosso amor é divina. Nunca é uma emoção passageira, mas um concerto no qual o Senhor é a Testemunha entre eu e a esposa de minha mocidade, minha companheira e minha melhor amiga. (Malaquias 2:14).


Fonte: www.stories.org.br/vale.html
Reproduzido em Rede Brasil de Comunicação - 11/03/2008

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Missões-Grande é a Seara

"Não dizeis vós: Ainda há quatro meses até que venha a ceifa? Ora, eu vos digo: levantai os vossos olhos, e vede os campos, que já estão brancos para a ceifa." João 4:35

Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS!>

Deus busca corações voluntários e destemidos, submissos e amoros, que ouçam o clamor das nações que estão perecendo e que respondam à pergunta que tem ecoado "-A quem enviarei e quem há de ir por nós?" (Is 6.8)! Olhos que vejam os campos, corações purificados pelo sangue de Jesus e que proclamem a outros que em Cristo há salvação. Mãos dispostas a tomar o arado sem olhar para trás (Lc 9.61), pés que alcancem os montes e os valados a levar a Boa Nova do Evangelho (Naum 1.15) que é o poder de Deus e salvação para todo aquele que crê (Rm 1.16; I Cro 1.18).

De fato, a Seara é grande mas poucos são os ceifeiros! Às vezes penso que vamos perder muito de uma grande safra por não termos mãos que a colham! Oramos tanto pela queda do Muro de Berlim mas será que não temos ignorado o Leste Europeu nos últimos 15 anos? Falamos tanto em alcançar povos em nações distantes mas por vezes nos esquecemos que ainda há no Brasil povos indígenas a serem alcançados com os mesmo perigos e dificuldades burocráticas e de acesso vistos em outros países.

Oportunidades existem e mesmo que não apareçam, como Deus tem interesse nisto (I Tm 2.4) Ele mesmo constrói ou permite momentos e acontecimentos diversos para que a Igreja as aproveite! Na China, com as Olimpíadas; na Ásia com as mudanças climáticas; No Oriente Médio, com a guerra. Na América do Sul, com a paz e as boas relações diplomáticas. Na África com o assistencialismo, na Europa, com o turismo. No Haiti com a Força de Paz da ONU, no Timor Leste, com a ajuda humanitária, em Cuba, com a expectativa de abertura. Enfim, como diz o hino "portas abertas há por todo o mundo"!. Comecemos por nossa família, nosso bairro, nossa cidade e alcancemos o mundo!

Igreja de Jesus Cristo, erguei os vossos olhos. Grande é a Missão e brancos já estão os campos! É já a última hora. Dediquemos nossos esforços em prol de milhões que pedem socorro!

Oremos, contribuamos, divulguemos! Missões está no coração de Deus. E no seu?

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Filipinas - Foco de nossas orações

Mensalmente a Assembléia de Deus em Pernambuco, presidida pelo Pr Ailton José Alves, reserva um culto dominical noturno em todas as suas congregações para a promoção de um Culto de Missões, com apresentações de programação e panorama missionário enfocando um país. Há, por vezes, exposição de fotos, comidas, utensílios, bandeiras e trajes típicos de cada nação na áreas externa do templo e sempre utilizamos recursos de data-show ou slides. As Filipinas estiveram em foco neste mês de abril.

Eis o resumo preparado e apresentado pelo jovem Samuel, para a Campanha Evangelizadora da AD em Casa Amarela (CEADCA), Recife/PE:

As Filipinas são uma nação que se diferencia da maioria dos países que formam a Janela 10/40, pois tem o cristianismo como religião predominante. Localizada no sudeste do continente asiático, a nação filipina é formada por um arquipélago no Oceano Pacífico, entre o Mar das Filipinas e o Mar da China Meridional. Em geral, as ilhas são montanhosas e metade do território é coberto por florestas.

Com quase 76 milhões de habitantes, as Filipinas são a sétima nação mais populosa da Ásia e apresentam uma alta densidade demográfica. Mais de 30% dos filipinos têm idade inferior a 15 anos e estima-se que a população dobrará de tamanho por volta de 2025.

Embora a maioria dos filipinos habitem zonas urbanas, a população rural reside em áreas de difícil acesso. A região metropolitana de Manila, a capital, tem quase 10 milhões de habitantes. Infelizmente, as favelas dominam muitas das cidades filipinas e há pessoas que vivem até em aterros sanitários, sobrevivendo com a exploração do lixo. Mais de 90% da população é constituída de malaios, mas há minorias de chineses e ocidentais.

A maioria da população adulta é alfabetizada e a nação tem se modernizado gradualmente. Apesar disso, ainda há muita pobreza e o trabalhador filipino ganha em média menos de US$ 5 mil por ano. O país produz diversos produtos para exportação, mas a maioria dos trabalhadores se dedica à agricultura.

O islamismo foi introduzido no país em 1380 por imigrantes malaios, enquanto coube à expedição de Fernão de Magalhães, em 1521, levar o primeiro padre católico ao território filipino. Em 1564, as ilhas são conquistadas pelos espanhóis e permanecem sob domínio ibérico até 1898. Apesar de só terem sido completamente derrotados em 1876, os muçulmanos nunca participaram ativamente da vida política filipina. Ainda assim resistiram fortemente à cristianização do país. Em 1898, as Filipinas foram anexadas pelos Estados Unidos e as primeiras missões protestantes entraram no país.

A maioria dos muçulmanos concentra-se na região sul, em áreas relativamente subdesenvolvidas como Mindanao, o arquipélago de Sulu e a ilha de Palawan. Na década de 30, o excesso demográfico na região norte levou os habitantes a migrarem em direção às áreas muçulmanas em busca de terras. Em virtude de os muçulmanos não possuírem documentos oficiais de posse, muitos deles perderam suas propriedades para os emigrantes do norte, a maioria dos quais era cristã. Por volta de 1970, o rancor e amargura dos muçulmanos resultou em uma revolta armada contra o governo e os usurpadores cristãos. A guerra civil acabou se espalhando por todos os territórios em que o islamismo era predominante. Conflitos e a tensões, que já custaram vida de mais de 100 mil pessoas, permanecem até os dias de hoje contribuindo para a instabilidade política e para a forte oposição ao Evangelho. Um acordo de paz foi assinado em abril de 1996, mas o nível de tensão entre muçulmanos e cristãos continua elevado.

O islamismo compreende aproximadamente 8% da população filipina e a maioria de seus seguidores pertencem à tradição sunita. Os muçulmanos são freqüentemente chamados de moros, em referência aos árabes berberes do noroeste africano que são assim denominados em espanhol. O termo, no entanto, não é apreciado devido à sua conotação pejorativa.

A Igreja - Os cristãos filipinos são predominantemente católicos e menos de 10% são protestantes. Embora a constituição do país determine oficialmente a separação entre a igreja e o estado, a interpretação deste aspecto constitucional é um tanto flexível, mesmo porque as Filipinas são o único país majoritariamente cristão na Ásia. Os católicos exercem uma grande influência no país e nos governantes. As igrejas protestantes, por sua vez, têm crescido de forma notável desde 1974. Embora ainda existam alguns problemas generalizados – como o espiritismo entre os católicos –, uma nova ênfase no estudo pessoal das Escrituras e na renovação carismática tem tocado centenas de milhares de fiéis.

O país é ainda uma importante base para o ministério em todo o continente asiático. A FEBC (Far East Broadcasting Company), por exemplo, transmite cerca de 2.200 horas de programação por ano diretamente das Filipinas. Além disso, diversos ministérios de literatura cristã possuem gráficas e armazéns no país que prestam serviços para toda a Ásia. Os filipinos ainda têm atuado como missionários em todo o Oriente Médio, particularmente em áreas difíceis, como a Arábia Saudita. Por esse motivo, muitos têm sido perseguidos e assassinados nos países que escolheram para servir a Deus.

A Perseguição - A igreja desfruta de total liberdade para evangelizar e recebe apoio governamental. No entanto, a oposição ao Evangelho continua sendo exercida pelos muçulmanos do sul do país. Os mais radicais já atacaram alvos cristãos no passado como parte de sua guerra contra o governo e continuam a hostilizar abertamente os cristãos até os dias de hoje.

O Futuro - A possibilidade de um declínio na posição que o cristianismo hoje ostenta no país é inexistente. O mais provável é que o reavivamento atual se fortaleça ainda mais, atingindo tanto católicos como protestantes. A igreja cristã possui substanciais recursos e poderá tornar-se uma poderosa base para alcançar os muçulmanos em toda a Ásia e no resto do mundo.

Motivos de Oração - O trabalho entre os muçulmanos sulistas precisa ser intensificado. Ore pelos missionários cristãos que trabalham no sul do país. Muitos vivem sob constantes ameaças e alguns têm sido atacados e mortos. Ore pela conversão de líderes muçulmanos influentes e para que Deus levante ministérios de reconciliação entre os dois grupos religiosos.

Louve a Deus pela visão missionária da igreja filipina. Muitos aceitam trabalhos humildes no Oriente Médio apenas para servir como testemunhas de Cristo. Alguns são presos e expulsos, outros são torturados e até mortos. Ore pela segurança desses cristãos e pela eficácia de seu testemunho.

Oremos para que Deus levante Missionários para as Filipinas.

Eu lembro do testemunho de um jovem de nossa igreja em Casa Amarela por nome Dário. Eu era um garoto de uns oito anos mais ou menos, quando ouvimos de seu chamado para missões; Ele deixou um seguro emprego no Banco do Brasil e partiu para as Filipinas onde evangelizou e ganhou almas para Cristo; Fundou um trabalho de nossa Denominação ali e retornou ao Brasil por motivos de saúde alguns anos depois. Ele já descansa com o Senhor mas seu testemunho e seu trabalho permanecem vivos.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Congresso de Missões - Divulgação

À pedido dos irmãos da AD em Ipaba/MG, divulgamos o 6º Congresso de Missões CEMIS-Ceifeiros Missionários que aquela igreja realizará em junho/2009:


Irã - Pedido de oração pelos cristãos perseguidos

As informações a seguir são do site De Olho na Mídia.org que organiza uma petição ao Itamaraty em protesto ao recente convite do chanceler Celso Amorim para que o presidente irariano Mahmoud Ahmadinejad, conhecido anti-sionista, visite o Brasil com o fim de estreitar laços.

Dentre os fatos citados no manifesto, estão a severa restrição de liberdade religiosa e de direitos civis.

Estou postando a parte relacionada aos cristãos para que todos nós oremos por nossos irmãos em Cristo que o servem mesmo em vista do perigo de perderem a vida por isto.


Os cristãos iranianos, em um número aproximado de 79.000 pessoas, incluem os persas e não persas.

Enquanto os cristãos evangélicos são os mais duramente tratados, os cristãos de todas as denominações sofrem discriminações, como evidenciado pelo banimento de livrarias cristãs e impressão de literatura cristã.

Os cristãos evangélicos, que são proibidos de evangelizar, são sistematicamente oprimidos pelas autoridades iranianas das seguintes maneiras:

- Monitoramento de perto de todas as atividades evangélicas
- Fechamento de Igrejas evangélicas pelo estado
- Prisão de convertidos cristãos
- Exigência de porte de um cartão de membresia de Igreja evangélica
- Restrição aos cultos evangélicos apenas para os domingos

Os muçulmanos que se convertem ao cristianismo também sofrem severas conseqüencias. A sentença imposta por “apostasia”, ou conversão ao cristianismo pode ser a morte.

Em maio de 2006, Ali Kaboli, um “apóstata”, foi preso depois de muitos anos sendo vigiado pela polícia.

Ele foi ameaçado de execução se não deixasse o país, foi interrogado e mantido sem comunicação sem nenhuma acusação formal contra ele.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

A verdadeira Índia pelos olhos da Junta de Missões Mundias

Por Marcia Pinheiro, Junta de Missões Mundias, 03/04/2009

Recentemente, um filme sobre a Índia levou oito estatuetas do Oscar. "Quem Quer Ser Um Milionário?" viu-se diante do prêmio mais cobiçado em todo o mundo na área cinematográfica. Mas, a miséria espiritual e material do povo da segunda maior nação do mundo, com mais de um bilhão de habitantes, em nada foi mudada.

No Brasil, milhares de pessoas assistem, à noite, na televisão uma Índia maquiada e ornamentada pela beleza e pelo colorido dos saris e pandiabs, suas jóias, seus deuses e seu sistema de castas.
Segundo a missionária dos batistas brasileiros na Índia, o mundo precisa conhecer o país como ele realmente é, com seu povo de olhares que gritam por socorro, esperança e libertação. Uma nação que clama por Deus! Esta é a Índia que a Junta de Missões Mundiais decidiu mostrar este ano, não para escandalizar, mas para despertar os crentes às necessidades sociais e, principalmente, espirituais daquela nação.

O DVD Missões 2009 mostra um pouco mais do verdadeiro dia-a-dia dos indianos. Uma Índia presa às tradições, aos seus deuses, que busca libertação e paz através do yoga, dos milhões de incensos que são queimados duas vezes ao dia para “apaziguar a fúria dos deuses”; uma Índia que pinta os olhos dos bebês de cor negra para “espantar os demônios”; uma Índia que, em alguns casos, ainda mata as noras para que seus filhos possam ter outro casamento mais lucrativo. É um país onde o sistema de castas tem aprisionado vidas, tirando de alguns até o direito de possuírem uma alma. Pois, segundo suas crenças, aqueles que pertencem à casta baixa não têm nada; esses servem, em alguns casos, apenas para cremar os mortos, juntar as cinzas e devolver aos seus familiares.
A missionária e seu marido têm se dedicado, boa parte do tempo, em mais uma etapa de treinamento dos obreiros da terra na Índia. Ela lamenta a realidade do país e as dificuldades que têm enfrentado para pregar o Evangelho. “São milhões de pessoas tratadas como a escória da sociedade, sem direito a coisa alguma. É também na Índia onde alguns matam os cristãos, violentam e destroem templos e casas daqueles que decidem seguir a Jesus. Mesmo assim, ainda afirmam ser a maior "democracia" do mundo”, diz a missionária.

Os convertidos ao Evangelho enfrentam muitas oposições na Índia. Em vários Estados, a lei requer que as pessoas registrem suas intenções de mudar de religião com 30 dias de antecedência. Apesar de não forçarem ninguém a se converter e de não prometerem nada em troca da salvação, é comum os cristãos serem acusados de violar as leis anticonversão. Quem aceita a Jesus Cristo como único salvador sabe que sofrerá perseguições.

Estes fatos a TV e o cinema não mostrarão, porque talvez seus interesses sejam lançar moda, promover o turismo e inserir no Brasil e no mundo tradições contrárias à Palavra de Deus. Mas Missões Mundiais não foi à Índia apenas para colher dados e imagens fortes para a produção de um DVD. Nossos missionários permanecem no país para alcançar pessoas para Jesus, levando-as a terem, além de dignidade social, a vida eterna.

“Quero deixar um desafio para você: que não seja novela, filme ou a moda indiana que despertem a sua atenção. Mas que você sinta-se desafiado nesta campanha de Missões Mundiais, que enfoca Índia e China, a se envolver em oração e em cooperação para o avanço do Reino de Deus”, conclui a missionária.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Projeção do crescimento evangélico no Brasil para 2010


Confirmando: Censo de 2000: população: 169.799.170; evangélicos: 26.184.941 - 15,4%. Projeção para 2010: Censo da população: 192.000.000; evangélicos 36.480.000 - 19,0%.

Análise.Em 1991, era de 9% a participação dos Evangélicos na população do Brasil. De 1991 a 2000 houve um grande crescimento e esta taxa subiu para 15,4%.

Estes dados são do blog Olhar Cristão e independente das opiniões que estão sendo dadas, eu acredito que esta projeção deve levar cada crente a repensar sua atitude e seu comportamento, pois, teoricamente, MAIS evangélicos no Brasil deveria segnificar MAIS mudanças socias e espirituais. Nós somos 30.000.000 de "cristãos" e pouco estamos fazendo.

Já imaginou se todos nós trabalhássemos em prol do crescimento do Reino de Deus, pelo menos em nossa Pátria, independente de denominação? Se cada crente, de todas as Igrejas, fôsse um missionário? Logo todo o nosso Brasil conheceria o Evangelho e, se mais do que anunciantes, vivermos a Palavra, logo, TODO O MUNDO conhecerá o testemunho de Cristo por nossas ações.

Assim, não é a quantidade o mais importante, mas a qualidade. O quadro acima apresenta denominações que nem são consideradas evangélicas.

A análise apresentada naquele Blog revela também que o crescimento dos crentes foi maior na década de 90, quando alguns pastores começaram a usar os meios televisivos para a pregação e a maior denominação evangélica do País, a Assembléia de Deus, lançou a Campanha "A Década da Colheita". Está na hora de tocar a trombeta e anunciar o ano aceitável do Senhor e nunca, nunca nos acomodarmos.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Panorama Histórico Missionário Brasileiro dos Anos 60 e 70

Os anos 60 foram marcados com a chegada de pessoas e ministérios muito importantes para o despertamento da obra missionária transcultural. Podemos destacar o ministério da ABU, SEPAL, Asas de Socorro, e Voz dos Mártires; bem como o trabalho missionário denominacional da Junta de Missões Batista, a Junta de Missões Presbiteriana (APMT), e agências missionárias para ministério indígena.

Devemos destacar também a vinda de missionários que se transformariam em pouco tempo como os formadores de opnião do movimento missionário transcultural brasileiro. Roberto e Joana Harvey, chegaram em 1967; Barbara Burns, chegou em 1969. Bárbara Burns emvolveu-se no ministério de ensino e despertamento missionário no Paraná (Cianorte), e Roberto e Joana Harvey em Minas Gerais (Belo Horizonte).

Já a década de 70 gerou movimentos missionários importantíssimos e desafiadores. O início da década de 70 foi sem dúvida o despertar da Era Brasileira de missões transculturais.

• Em 1970 era inserido no cenário histórico a Cruzada Estudantil e Profissional para Cristo, Janz Team, Rádio Transmundial, e outras.

• No nodeste a Profa Lídia Almeida de Menezes, do Instituto Bíblico Betel Brasileiro, foi levantada por Deus com uma visão missionária desafiadora, mobilizando tanto o nordeste como outras partes do Brasil para missões transculturais.

• Em 1975 houve o envolvimento das Assembléias de Deus e a criação de suas respectivas secretárias de missões. Também é fundada a MISPA - Missão Priscila e Áquila.

• Em Minas Gerais o despertamento missionário crescia. Em Belo Horizonte, o casal Roberto e Joana Havey dedicaram na mobilização missionária através da Missão AMEM (Wec Internacional). Em fevereiro de 1975, Maria Leonardo funda o Projeto Missionário Anunciantes da Paz, para intercessão, despertamento e mobilização missionária para as igrejas do interior de Minas Gerais. Também se estabelecem em Belo Horizonte a Visão Mundial (1975) e a Jocum (1976). Aquiles Barbosa Junior desempenha importante papel mobilizador de missões.

• No Paraná Deus levantou o Pr Jonathan Ferreira dos Santos e Décio Azevedo juntamente com a missionária Barbara Burns, e em 1976 fundaram a Missão Antioquia. Em 1980 a Missão é transferida para São Paulo.

• O movimento missionário no Amazonas também cresce, e é estabelcida a Paz - Projeto Amazonas e outros ministérios missionários para a região. E em 1978 chega ao Brasil a Missão Portas Abertas com uma fantástica mobilização missionária para os países comunistas.


ANO Agência
1962 Missão Evangélica Unida
1963 ABUB - Aliança Bíblica Universitária do Brasil
1963 SEPAL - Serviço de Evangelização Para a América Latina
1964 Asas de Socorro
1964 JUMIB - Junta de Missões Batista
1966 Ministério Centralizado na Bíblia
1967 APMT - Agência Presbiteriana de Missões Transculturais
1967 Assoc.Intern.de Missões aos Israelitas (Amigos de Sião)
1967 MEIB - Missão Evangélica aos Índios do Brasil
1969 Missão A voz dos Mártires

1970 Cruzada Estudantil e Profissional para Cristo
1970 Janz Team Associação Brasileira de Evangelização
1970 Rádio Transmundial
1972 MIU - Missão Indígena UNIEDAS
1975 Desafio Jovem do Ceará
1975 MISPA - Missão Priscila e Áquila
1975 SEMADETS
1975 SENAMI - Sec.Nacional de Missões - Assembléia de Deus
1975 Visão Mundial
1975 Projeto Missionário Anunciantes da Paz
1976 Agência Antioquia
1976 HCJB - A Voz dos Andes
1976 JOCUM - Jovens com uma Missão
1976 PAZ - Missão Projeto Amazonas
1978 AMTB - Associação de Missões Transculturais Brasileiras
1978 Missão Portas Abertas

Texto: Maria Leonardo
Fonte: AMTB-Agência de Missões Transculturais Brasileiras